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CINEMA Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009 - 12:35 Não perderei 'Do começo ao fim', de Aluizio Abranches
Se a intenção for quebrar um grande tabu ou causar impacto, certamente este filme vai alcançar seu objetivo. [...] Vamos parar e refletir nesse avanço no cinema Brasileiro, alguém aí imaginava um filme homossexual tratando do caso de irmãos incestuosos no Brasil? Agora é deixar as criticas, elogios e preconceitos acontecerem, tenho certeza que isso não vai faltar. (comentário do Junior Salles que postou o trailer no Youtube)
Pelo trailer, o filme já me conquistou. Não temo polêmicas e tabus, temo é a arte de má qualidade servindo a causas preconceituosas. E como eu gosto da atriz Julia Lemmertz, tão sensível e talentosa quanto a mãe Lilian. E parabéns também aos patrocinadores do filme que apostaram no tema arriscado, pois não temos como, agora, saber qual será a reação do público médio.
Sobre a polêmica do filme, leia 'Do começo ao fim', de Aluizio Abranches, causa polêmica antes mesmo da estreia
Escrito e dirigido por Abranches ("Um copo de cólera" e "As três Marias"), conta a história da médica Julieta (Julia Lemmertz). Ela tem dois filhos: Francisco (Lucas Cotrim, quando criança, e João Gabriel Vasconcelos, na fase adulta), com o primeiro marido, o empresário Pedro (o argentino Jean-Pierre Noher); e Thomás (Gabriel Kaufman e Rafael Cardoso), com o atual marido, o arquiteto Alexandre (Fabio Assunção). Rosa (Louise Cardoso) é a melhor amiga de Julieta. Os dois meninos têm uma diferença de idade de seis anos. Eles desenvolvem uma relação mais íntima do que o normal. A mãe percebe, mas diz: "O que posso fazer?". [...]
[...] O filme dá um salto de 15 anos, até o enterro da mãe, quando os rapazes têm 20 e 26 anos. Eles se relacionam e enfrentam uma separação, quando o mais novo vai morar na Rússia, treinando para as Olimpíadas. O diretor fugiu dos clichês, de mostrar pais abusadores, filhos que vivessem sem maiores contatos com o mundo exterior e castigos moralistas.
- É uma família amorosa, libertária, os pais se dão bem. Os irmãos não vivem num lugar ermo, em que não tivessem oportunidade de conhecer outras pessoas. Quis falar do assunto de forma feliz, que não fosse um bode. Por que toda vez que se fala de incesto é de forma trágica?
Marcadores:
Aluizio Abranches,
Julia Lemmertz
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
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