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POLÍTICA Quinta-feira, 19 de Junho de 2008 - 14:10 BNDES manobra para manter fôlego
Valor Econômico - O ciclo de crescimento dos investimentos na economia brasileira, que já dura 17 trimestres consecutivos, com perspectiva de continuidade, começa a pressionar o caixa da principal fonte de financiamentos de longo prazo do país, o BNDES. Com o objetivo de administrar a crescente escassez de recursos, o banco estatal decidiu no mês passado cortar de 10 a 20 pontos percentuais seu limite de participação no valor dos investimentos de grande número de setores.
A medida começa a gerar reação negativa no setor produtivo. Paradoxalmente, isso ocorre em um ano no qual a instituição de fomento vai bater o quinto recorde consecutivo de desembolsos anuais, alcançando R$ 80 bilhões de janeiro a dezembro. O número é quase quatro vezes o valor de R$ 23,04 bilhões desembolsado no ano 2000 e 23,3% maior do que os R$ 64,9 bilhões emprestados no ano passado.
Agora, projetos com 100% de participação do BNDES somente se forem para inovação, para micro, pequena e média empresa ou para logística, mais especificamente, para resolver gargalos ferroviários nas regiões Norte e Nordeste. Para bens de capital, o limite de participação do banco por projeto caiu de 100% para 80%. Para o setor agropecuário, que inclui o sucroalcooleiro, a redução foi de 80% para 60%. Para geração de energia, que chegava a 85%, foi unificado em 80%. Para transmissão, caiu de 80% para 70% e para distribuição permaneceu em 60%.
Para projetos considerados de desenvolvimento regional, os percentuais podem subir. Se for em um município considerado de média ou baixa renda, a participação é 10 pontos percentuais maior, em qualquer região do país. Caso esse município esteja nas regiões Norte ou Nordeste (incluindo as áreas de Minas Gerais e Espírito Santo que estão no âmbito da Sudene), a participação cresce mais 10 pontos. Uma operação de bens de capital por exemplo, nesses casos, volta a ter direito a 100% de participação. [...]
[...] O cobertor curto do banco, cuja principal fonte de dinheiro novo é o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), já gera reclamações entre quem se sente prejudicados. O presidente da poderosa União dos Produtores de Bioenergia (Udop), José Carlos Toledo, pediu em entrevista ao Valor que os limites anteriores de financiamento ao setor pelo BNDES sejam restabelecidos. Segundo ele, com a demanda por etanol "crescendo uma barbaridade", a decisão vai dificultar a manutenção do crescimento anual de 14% na oferta, necessário para suprir essa demanda.
Leia a matéria completa no site do Valor Econômico
Marcadores: BNDES, FAT, Investimentos
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
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