POLÍTICA Quinta-feira, 24 de Julho de 2008 - 12:28 Desemprego no 1º semestre é o menor da série histórica; massa salarial cresce 7,9%
No mês de junho, a taxa de desocupação no país atingiu 7,8%, ante 7,9% em maio; 9,7% em junho de 2007; e 11,6% em junho de 2002, início da série histórica. O nível de ocupação também atinge o nível recorde de 52% na média das seis regiões metropolitanas e a massa de rendimento real teve alta de 7,9% na comparação com o mesmo período de 2007.
Reuters e Agência Estado - A taxa média de desemprego no primeiro semestre de 2008 ficou em 8,3%, a menor apurada na nova série histórica da pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002. Porém, não há dados fechados do primeiro semestre para 2002 porque houve problemas nos resultados da pesquisa no primeiro bimestre daquele ano.
Nos anos da nova série, os resultados para o primeiro semestre foram os seguintes: 2003 (12,2%); 2004 (12,3%); 2005 (10,3%); 2006 (10,1%) e 2007 (9,9%).
O nível de ocupação (porcentual de ocupados em relação à população de 10 anos ou mais de idade) também atingiu um nível recorde na média das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE no primeiro semestre de 2008. O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, disse que o nível de ocupação de 52% no primeiro semestre deste ano é o maior desde o início da nova série histórica da pesquisa, em 2002.
No mês de junho, a taxa de desocupação no país atingiu 7,8%, ante 7,9% em maio. A taxa ficou dentro do intervalo das expectativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que variavam de 7,50% a 8%, com mediana em 7,70%.
Para Azeredo, os resultados do primeiro semestre confirmam que a taxa de desemprego total deste ano deverá ser menor do que a registrada no ano passado (9,3%). "Isso mostra que a procura por uma vaga tem sido atendida com mais freqüência em 2008, não temos bola de cristal, mas a situação tem que piorar muito para que este ano feche com uma taxa menor que no ano passado. Historicamente, a tendência é que o segundo semestre apresente taxas menores", disse. [...]
[...] A pesquisa do instituto revelou também que, em junho, houve aumento no número de empregados com carteira assinada (0,5% ante maio e 9,5% ante junho de 2007) e alta também nos ocupados sem carteira (2,7% ante o mês anterior e 0,1% ante igual mês do ano passado).
O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 1.216,50 em junho, com queda de 0,3% ante maio e aumento de 1,7% ante junho do ano passado. O IBGE divulgou também que a massa de rendimento real efetivo da população ocupada nas seis regiões pesquisadas chegou a R$ 26,5 bilhões em maio - esse dado sempre se refere ao mês anterior ao de referência da pesquisa mensal de emprego -, com aumento de 0,6% ante abril e alta de 7,9% na comparação com maio de 2007.
Voltando ao post anterior, dá para imaginar que empresários passem a avaliar seus investimentos nos recentes aumentos da taxa Selic, deixando de lado os ganhos com aumento da renda e o emprego? O Brasil está passando para um outro patamar econômico e isso gera alguns custos, devido principalmente ao tempo de maturação dos investimentos produtivos.
A pressão sobre o preço de commodities tem elevado o custo de produção, mas o movimento sugere mais uma mudança de patamar que um descontrole inflacionário. O governo vem agindo fortemente para frear as expectativas e diminuir um pouco a expansão do crédito que tem sido de 30% nos últimos 3 anos.
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POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
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