|
|
| |
| |
|
|
|
| |
|
| |
ÚLTIMOS 200 POSTS DO BLOG
|
|
| |
|
|
|
POLÍTICA Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008 - 14:10 A era dos megaprojetos
O Brasil está colocando em marcha o maior pacote de obras públicas da sua história. Isso pode garantir a continuidade do crescimento em 2009 e também deverá abrir fronteiras de desenvolvimento em todas as regiões do País
De tempos em tempos, O Brasil é governado como um imenso canteiro de obras e a idéia de progresso passa a girar em torno de um objetivo: a modernização da infra-estrutura. Foi assim, em 1926, quando Washington Luís chegou ao poder com o mantra "governar é abrir estradas" e deu início à implantação da malha rodoviária nacional. Três décadas depois, Juscelino Kubitschek resumiu seu Plano de Metas no binômio "energia e transportes" e plantou as bases da industrialização, com a construção de grandes hidrelétricas, como Furnas. Durante a ditadura militar, os símbolos de progresso eram obras do porte de Itaipu, que projetavam a idéia de Brasil Potência.
Hoje, o País vive de novo um desses momentos. Com o maior pacote de obras da história - o Programa de Aceleração do Crescimento prevê gastos de R$ 636 bilhões até 2010 -, os próximos anos poderão ficar marcados como a era de ouro da engenharia. A diferença é que, ao contrário do passado, o País pode implantar projetos de grande vulto, em várias regiões, sem causar estragos nas contas públicas - e, portanto, sem risco de gerar inflação. "Temos gordura para queimar e vamos adotar uma agressiva política anticíclica para enfrentar a crise", garante o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Concebido para tempos normais, o PAC está atingindo sua velocidade de cruzeiro no momento ideal. Com o mundo vivendo uma das maiores catástrofes financeiras desde o crash de 1929, o melhor remédio contra a crise é a política fiscal expansionista. Nos Estados Unidos, o presidente eleito Barack Obama divulgou um pacote de US$ 775 bilhões, que seria o maior programa de obras públicas dos últimos 50 anos. O que se pretende é salvar a economia com um novo New Deal - nos anos 30, Franklin Roosevelt tirou os Estados Unidos da recessão com grandes obras rodoviárias e ferroviárias. Hoje, assim como no passado, estão sendo resgatadas as idéias do economista inglês John Maynard Keynes, que pregava aumento do gasto público no momento em que o consumo privado se retraía. Eis aí a essência de uma política econômica anticíclica.
A diferença, também favorável ao Brasil na comparação com outros países, é que, aqui, os projetos não serão pontes "do nada ao lugar nenhum", mas sim obras que estarão desbravando fronteiras de desenvolvimento. "No Brasil, infra-estrutura ainda é um setor com alta taxa de retorno", diz o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que pretende liberar mais de R$ 100 bilhões em 2009.
Para preparar esta edição focada nos megaprojetos nacionais, DINHEIRO visitou, in loco, várias obras, onde o efeito multiplicador salta aos olhos.
A usina de Estreito, no Maranhão, é uma das maiores hidrelétricas em construção no País e já começa a transformar a realidade econômica local
Angra 3 é apenas o primeiro passo de um ambicioso programa energético em torno do urânio nacional
Em Rondônia, não havia nenhuma. Mas tudo começou a mudar com a chegada das obras do Madeira
A construção de megausina no coração da maior floresta do planeta abre uma nova fronteira e dá ao Brasil mais tranqüilidade na questão energética
A despeito da crise, ainda há grandes empreendimentos privados em andamento no País
Suape terá estaleiros, uma grande refinaria da Petrobras e deve se consolidar como novo pólo industrial
Além da exploração do pré-sal, a empresa está à frente dos maiores projetos em andamento no País, que não serão paralisados em razão da crise internacional
Maior obra rodoviária da América Latina e carro-chefe do PAC, o Rodoanel avança a passos largos e pode descongestionar a maior metrópole do País
gação ultraveloz entre o Rio e São Paulo atrai interesse internacional, mas o custo ainda assusta e o estudo de viabilidade não foi concluído
Marcadores:
Hidrelétricas,
Infra-estrutura,
John Maynard Keynes,
PAC
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
|
|
|
| |
|
|