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POLÍTICA Sexta-feira, 04 de Setembro de 2009 - 01:58 13º injeta R$ 81 bi no mercado
Aumento da massa salarial, pagamento da primeira parcela e demanda por crédito para antecipação reforçam essa estimativa.
Correio Braziliense - O mercado brasileiro deve receber uma injeção de ânimo de R$ 81,1 bilhões até o fim do ano. Mesmo em meio à crise, o volume de recursos do 13º salário deve superar em até 4% o registrado em 2008, prevê a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Serão R$ 3,1 bilhões a mais que no ano passado. Com dinheiro no bolso, o consumidor deve optar por comprar mais em vez de quitar débitos, avaliam especialistas. Sem medo de perder o emprego, o brasileiro tem trocado empréstimos pessoais e outros financiamentos mais caros pela antecipação do 13º. Somente o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal esperam superar em mais de 50% o volume de crédito nessas operações em 2009.
Os sinais de recuperação da economia deixaram o brasileiro mais confortável para buscar crédito. O empréstimo por antecipação de 13º salário registrou alta na demanda e somente o Banco do Brasil contratou R$ 266 milhões dessa modalidade de financiamento no primeiro semestre - valor 59,5% superior ao de igual período em 2008. [...]
[...] Analistas de mercado consultados pelo Correio confirmam que, mesmo em meio à turbulência econômica, a massa de salário extra deste fim de ano será maior. A aposta está na leve recuperação da renda que começa a se evidenciar. Em 2008, o volume de salários pagos aumentou 7,8%. Para 2009, a expansão se mantém, mas não alcança os níveis pré-crise.
O economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Marcelo de Ávila aponta que a recuperação dos indicadores de emprego e renda são os principais indutores para um volume maior de 13º este ano. Ele explica que o desempenho dos índices incide diretamente no volume dos benefícios. Se a performance dos indicadores melhora, é maior a quantidade de dinheiro na economia oriundo do salário extra e o ímpeto de consumo é mais forte. "Foram oito meses de desacelaração, mas ainda registramos crescimento. A massa salarial ficou 2,8% maior em junho em comparação a maio. O emprego também sentiu o impacto da crise, mas continuamos a gerar postos de trabalho", afirma.
Avaliação semelhante faz o economista do Banco Espírito Santo (BES), Flávio Serrano, que analisa que o ajuste no mercado de trabalho a partir de dezembro não gerou grande impacto na massa salarial em circulação. "Houve um ajuste forte em dezembro, seguido de estabilização e, agora, já temos uma recuperação do nível de ocupados. Isso, somado ao rendimento médio em expansão, nos faz esperar um saldo positivo para o 13º", relata.
A expectativa do empresariado com o benefício é de ampliação do consumo e, em menor escala, quitação de dívidas. Tradicionalmente, o brasileiro deixa as pendências e necessidades básicas em segundo plano, avaliam especialistas. Esse é o caso de Amadeu Lima da Silva, 68 anos, aposentado e que deve receber a primeira parcela em setembro.
Leia a matéria completa no site do Correio Braziliense
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Massa salarial
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
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