|
|
| |
| |
|
|
|
| |
|
| |
ÚLTIMOS 200 POSTS DO BLOG
|
|
| |
|
|
|
POLÍTICA Domingo, 04 de Outubro de 2009 - 21:31 Fundos de pensão se voltam à infraestrutura
Queda de juros obriga instituições a buscar alternativas de rendimento, como energia elétrica, trem-bala e pré-sal.
O Estado de S.Paulo - Atentos à necessidade de diversificar seus investimentos em um cenário de juros baixos, que reduzem o retorno dos títulos públicos, os fundos de pensão brasileiros estão analisando investimentos no setor de infraestrutura, em especial na área de energia e transportes. Projetos como a Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), e o trem-bala entre São Paulo e Rio estão entre os focos de atenção dos fundos, que também avaliam a entrada em investimentos em novos negócios via Fundos de Investimentos em Participações (FIP). A capitalização da Petrobrás, prevista para ocorrer no ano que vem, deve ser outra destinação dos recursos das fundações que já participam da empresa.
A Petros, segundo maior fundo de pensão do Brasil, poderá destinar de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão para o setor de energia elétrica, caso concretize sua intenção de participar dos projetos de hidrelétricas em Belo Monte e Jirau. Segundo o presidente da entidade, Wagner Pinheiro, o fundo estuda participar de algum consórcio no leilão da Belo Monte, previsto para ocorrer ainda este ano. Essa participação deve ocorrer em parceria com a CPFL, empresa de energia em que a Petros participa do bloco de controle.
A Previ, maior fundo de pensão do País, deve participar do projeto apenas de forma indireta, por suas controladas no setor (CPFL e Neoenergia), segundo o diretor de participações da Previ, Joilson Rodrigues. A participação da Petros em Jirau, no Rio Madeira (RO), se daria por meio da compra da participação da Camargo Corrêa no projeto, em parceria com o Funcef. Na opinião de Pinheiro, o setor de energia tem muita sinergia com os fundos de pensão porque são investimentos de longo prazo, com baixos riscos, além de ter um marco regulatório consolidado.
Outro foco da Petros no setor de infraestrutura é o trem-bala. No mês que vem, o fundo terá uma reunião com o BNDES sobre o assunto.
Já a fundação dos funcionários do Banco do Brasil também está atenta ao segmento de shoppings centers e escritórios comerciais por causa da boa rentabilidade desse tipo de investimento. Segundo Rodrigues, há a possibilidade de avançar em galpões industriais. Atualmente, o fundo tem R$ 3 bilhões em carteira no setor imobiliário, mas tem espaço para crescer porque aplica menos de 3% do seu patrimônio nesses ativos, enquanto o limite é de 8%.
Leia a matéria completa no site de O Estado de S.Paulo
Não só os Fundos de Pensão, mas todos os grandes investidores serão obrigados, no médio prazo, a rever suas carteiras de investimentos. Com os juros mais baixos passarão a correr mais riscos no setor produtivo e de infraestrutura. Esse cenário consolida o círculo virtuoso da economia e começa a desmontar aquilo que muitos consideram a nossa grane chaga: o rentismo.
Não será da noite para o dia, mas o caminho está bem traçado e o mais importante que seja trilhado com segurança e sem riscos de retrocesso.
Leia também:
FMI diz que problema do Brasil é administrar a abundância
País cresceu até 2,5% no 3º trimestre puxado pelos setores automotivo e de linha branca
País não vai elevar juro por analogia, diz Meirelles
Premiê belga cita 'marolinha' e elogia Lula em conduzir crise
Marcadores:
Funcef,
Fundos de pensão,
Infraestrutura,
Investimentos,
Petros,
Previ
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
|
|
|
| |
|
|