POLÍTICA Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007 - 13:30 O PNAD e o ambiente econômico nas eleições de 2006
Alguns dizem: "é a economia estúpido". De fato o bolso do brasileiro pesou muito no resultado das eleições de 2006. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados hoje pelo IBGE apontam para uma forte recuperação da massa salarial da população brasileira em 2006. Massa salarial é o resultado do produto entre o número de trabalhadores e sua remuneração média. Foram entrevistadas 410.241 pessoas, em 145.547 domicílios em todo o Brasil. Segundo o IBGE em 2006 o desemprego caiu 11% em relação a 2005 (de 9,4% para 8,5%); e o rendimento médio subiu 7,2%. A massa salarial já havia crescido em 2004 e 2005, após 10 anos consecutivos de queda.
E a recuperação continua em 2007. Segundo a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE nas 6 maiores regiões metropolitanas, a massa salarial cresceu 7,7% em junho se comparado ao mesmo mês de 2006.
O rendimento médio real dos trabalhadores do Brasil registrou, em 2006, o maior aumento anual apurado desde o início do Plano Real. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada nesta sexta-feira, 14, o rendimento médio subiu 7,2% em relação a 2005, aumento superior ao apurado em 2004 (4,6% em relação ao ano anterior) e a maior variação na série de rendimento do Plano Real, iniciada em 1995. De 2004 para 2006, o rendimento médio subiu 12,1%.
A coordenadora de emprego e rendimento do IBGE, Márcia Quintslr, explicou que o ganho real de 13,3% do salário mínimo em 2006, ante o ano anterior, foi um dos fatores determinantes para o aumento da renda média do trabalho no período.
Para Márcia, como a maior parte dos rendimentos atrelados ao salário mínimo está na parcela de renda mais baixa dos trabalhadores, no ano passado, tal como já tinha sido observado em 2005, o aumento real do mínimo contribuiu para uma nova redução na concentração dos rendimentos do trabalho.
O índice de desemprego no País em 2006 foi o menor desde 1997. A taxa de pessoas desempregadas no ano passado foi de 8,4%. O número de pessoas ocupadas no Brasil somava 89,3 milhões em 2006, com aumento de 2,4% em relação ao ano anterior, com a entrada de 2,1 milhões de ocupados no mercado de trabalho em 1996.
Segundo o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, que também participou da Pnad, a queda no desemprego no ano passado já era esperada, porque houve abertura de vagas no mercado de trabalho, a qualidade do emprego aumentou e o rendimento cresceu. "A queda na taxa reflete uma melhoria do mercado de trabalho", disse.
A criação de empregos no país em 2006 foi menor que em 2005. No ano passado, foram abertas 2,129 milhões de vagas, contra 2,493 milhões no ano retrasado. Em relação aos postos formais, também houve queda no ritmo. Em 2006, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada aumentou 4,7%, quase o dobro da média geral, mas inferior ao percentual de 5,2% alcançado em 2005.
O rendimento médio mensal dos domicílios passou de R$ 1.494, em 2004, para R$ 1.568, em 2005, e R$ 1.687 em 2006, apresentando ganhos reais de 5,0%, em 2005, e de 7,6% em 2006. Os maiores crescimentos do rendimento domiciliar foram observados no Nordeste (11,7%) e no Norte (8,8%). No Sul e Sudeste, o rendimento médio dos domicílios cresceu 7%, enquanto o menor crescimento foi registrado no Centro-Oeste (6%).
Leia também:
Desemprego em 2006 é o menor em 10 anos, aponta Pnad
Acelerar distribuição de renda é maior desafio, diz presidente do IBGE
Empregos formais crescem 4,98% até agosto, aponta Caged
Marcadores: Desemprego, IBGE, Massa salarial, Pnad
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
|
|
|