|
|
| |
| |
|
|
|
| |
|
| |
ÚLTIMOS 200 POSTS DO BLOG
|
|
| |
|
|
|
POLÍTICA Terça-feira, 17 de Novembro de 2009 - 13:17 Consumo dos pobres: motor da retomada econômica
artigo: José Graziano da Silva
Não há improviso por trás da resistência da demanda que sustentou a economia brasileira na crise
Valor Econômico - O Brasil emerge da crise econômica mundial como uma nova referência de sustentação do crescimento em meio às instabilidades geradas pelo colapso dos mercados financeiros desregulados. Não são apenas os radares dos investidores internacionais que vasculham o mercado local. Formuladores de políticas sociais e organizações internacionais ligadas à luta contra a fome e a pobreza também demonstram crescente interesse pela singularidade brasileira.
A principal diferença entre a rápida retomada do crescimento no país e as medidas emergenciais de alcance restrito acionadas em outras nações está na natureza estrutural assumida pelas políticas sociais em nossa economia. O alicerce da demanda interna, um contrapeso que se revelou decisivo na recessão internacional, é o ponto-chave. Os resultados mostram a vantagem indiscutível da estratégia brasileira em relação a políticas compensatórias que agora vivem o dilema do seu desmonte.
No caso brasileiro, ao contrário, sucessivas decisões de governo carimbadas por alguns como "assistencialistas" foram corajosamente alçadas à condição de políticas de Estado nos últimos sete anos. Nascia assim, silenciosamente, uma engrenagem de fomento à demanda popular que se antecipou ao "mundo keynesiano" legitimado pela explosão da bolha imobiliária nos EUA.
Quando adveio o colapso da agenda neoliberal, o Brasil já colhia os frutos desse pioneirismo gradualmente implantado. Isso foi possível porque o país não desmontou o aparato público depois da crise dos anos 80. Por exemplo, mantivemos o Banco do Brasil (BB), que é a principal fonte de crédito rural, e a Embrapa, que é uma instituição de ponta no desenvolvimento de tecnologias de produção agrícola adaptadas ao país. Na área de proteção social, não extinguimos a aposentadoria rural ou a rede de saúde pública e gratuita, como fizeram outros países. [...]
[...] O Programa de Aquisição de Alimentos é outro mercado importante para o pequeno produtor e atende cerca de 10 milhões de pessoas com ajuda alimentar. Quem rastrear os efeitos multiplicadores dessa engrenagem constatará que 61% das vendas de tratores no país foram destinadas a esses pequenos agricultores, no primeiro semestre deste ano.
Os êxitos atuais reforçam a certeza de que vencer a fome é uma meta possível. Mais que isso, pode ser uma alavanca valiosa para que outros países, a exemplo do Brasil, respondam à crise mundial com uma nova lógica de desenvolvimento. Esse é um exemplo e uma lembrança importante quando se inaugura a Cúpula Mundial sobre a Segurança Alimentar, em Roma, Itália.
Leia o artigo completo no site do Valor Econômico
Leia também:
Diagnóstico correto da crise permitiu reação adequada
Indústria reduz férias coletivas
'Tive de mudar os planos de fim do ano'
Bancos privados retomam fôlego para crédito
Marcadores:
Crédito rural,
Embrapa,
Fome,
Programa de Aquisição de Alimentos
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
|
|
|
| |
|
|