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POLÍTICA Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009 - 22:15 Emprego formal bate novo recorde mensal em novembro
O resultado de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho bateu novo recorde para meses de novembro, registrando 246.695 novos postos de trabalho no mês passado. Em outubro, o indicador já havia registrado recorde para o mês, com a criação de 230.956 postos. Segundo o ministério, o saldo de novembro é praticamente o dobro do recorde anterior, em novembro de 2007, quando foram criadas 124.554 vagas. O resultado de novembro também é o segundo maior do ano, superado apenas pelo dado de setembro, quando foram abertos 252.617 empregos formais.
No acumulado de janeiro a novembro, pelos dados do Caged, foram criados 1.410.302 postos de trabalho. Os setores de comércio, serviços e indústria da transformação e construção civil lideraram a abertura de vagas em novembro. O setor de comércio criou 116.571 postos de trabalho. O setor de serviços foi responsável pela contratação de 87.252 empregados. A indústria de transformação gerou 39.594 vagas e a construção civil 17.791 postos. A agropecuária fechou 16.628 vagas em novembro, em função do período de entressafra.
No gráfico acima vocês podem verificar que os números de novembro deste ano são atípicos e fogem da série histórica. Novembro é sempre um mês de desaceleração na criação de empregos formais que atinge seu ápice nos meses de outubro. Ocorre que entre outubro de 2008 e março de 2009 nada foi normal nos dados do Caged. Estamos criando agora os empregos que foram perdidos ou deixaram de ser criados naquele período.
Esse recorde no mês passado dificilmente será superado em condições normais. Geralmente nessa época as indústrias começam a tirar o pé do acelerador e o comércio já terminou de recrutar empregados temporários para o Natal.
Mas em 2009, a indústria está se acelerando justamente agora e o comércio custou a acreditar que o Natal será um dos melhores em mais de uma década.
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Na previsão do ministro Carlos Lupi, este mês de dezembro, que sazonalmente apresenta saldo negativo, deve registrar algo ao redor de menos 220 mil vagas. A média histórica para os meses de dezembro é em torno de 300 mil demissões acima das contratações. "Vai ser o menor saldo negativo da história", disse o ministro. Provavelmente por conta do aquecimento industrial.
Alguns 'pessimistas por ideologia' vão dizer que emprego formal nem sempre é criação de novas vagas e sim formalização, o que não deixa de ser verdade. Mas eles se esquecem de dizer que uma vaga formalizada tem um enorme poder multiplicador. Há estudos que sugerem que para cada novo emprego formal, 2,5 informais são criados. Uma prova de que os dados do Caged não são uma ilusão é que mesmo com a entrada de milhões de pessoas por ano no mercado de trabalho, o desemprego tem mantido uma tendência de queda ano após ano no governo Lula.
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Caged
Emprego
Indústria
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4 comentários
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Comentário de daSilvaEdison | 16/12/2009 - 23:20 |
Ale, Eu sei que vivemos um ano atípico. Mas vá ser atípico assim lá na ... Você sabe que eu tenho o hábito de acompanhar os dados do emprego. Daí que não entendo os números de Novembro.
Seria o atendimento de alguma demanda reprimida ou uma vigorosa aposta no futuro. Ou, quem sabe, um pouco de cada ingrediente. Mas com que parcela de cada um?
Gostei da tabela com os quantitativos, mês a mês, desde 2003.
Você não tem como conseguir o equivalente aos anos anteriores? Uma tabela que cobrisse pelo menos até o Governo Sarney?
Ale, você notou que o recorde não merece chamada na "capa" do UOL ou da FSP Online? Viu?
Abraços
Um pouco de tudo, mas principalmente aposta no futuro próximo. Talvez tenham demorado a contratar para não correr risco e deixaram para a última hora, quando não havia mais dúvidas do que vem pela frente. E o fim do ciclo de ajuste de estoques
"Uma boa notícia para a indústria e a economia brasileira: o ciclo de ajuste de estoques chegou ao fim. Diante desse fato, e movida pela recuperação da demanda, a produção manufatureira está sendo retomada e deve continuar crescendo nos próximos meses." Valor.
Talvez tenha demorado mais do que o esperado, mas chegou ao fim e a massa salarial não parou de crescer.
Esses dados venho coletando desde janeiro de 2003; não me dava a esse trabalho antes. Tenho várias séries do governo Lula, aos poucos vou formatando.
O UOL talvez não, mas a M. Leitão manchetou: "Caged tem o pior ano desde 2004". Mas Leitão é assunto do nosso amigo Augusto da Fonseca do FBI.
Comentário de José Lopes | 16/12/2009 - 20:36 |
Chuva forte atinge Grande SP e alaga bairros de Osasco. Chuva alaga áreas da Grande SP; carros e ônibus estão ilhados. Enquanto Serra está em Compenhague, fazendo não se sabe o que, o paulistano tenta administrar o caos do dilúvio. Quase duas dezenas de governo tucano não bastaram para resover os problemas de São Paulo. Quem é que vota nesses caras?
As fortes chuvas que atingem a Grande São Paulo nesta quarta-feira (16) já causam alagamentos, falta de luz e trânsito na capital.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) colocou as regiões Oeste, Centro e a Marginal Pinheiros em estado de atenção às 18h15. As Zonas Norte e Leste, além da Marginal Tietê, já estavam em atenção desde o fim da tarde. A região Sudeste deixou o estado às 17h45. Em Osasco, na Grande São Paulo, ruas de alguns bairros ficaram embaixo d'água.
Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 196 km de filas às 19h, o que representava 23% dos 835 km de vias monitoradas, índice bem acima da média para o dia e para o horário. O pior ponto de lentidão ficava na Marginal Tietê, onde o motorista encontrava 14,7 km de congestionamento na pista expressa, sentido Ayrton Senna. Na Marginal Pinheiros havia 10,2 km de lentidão na pista expressa, sentido Interlagos, da Castello Branco até a Ponte Ary Torres.
Não podendo colocar a culpa na Erundina ou na Marta ... é São Pedro.
Comentário de Alexandre Porto | 16/12/2009 - 19:55 | http://www.aleporto.com.br
O crescimento no que vem, como se costuma dizer, está contratado. Alguma preocupação com as contas externas e correr para o abraço.
Sérgio, vi que vc mandou 3 comentários iguais. Não apareceu a mensagem de confirmação?
Esse comentário é para testar.
Comentário de Sergio Telles | 16/12/2009 - 19:45 | http://stelles.blogspot.com
Se num ano "perdido" por conta do início, estamos com o nível de desemprego de 7% ou até menos, gerando mais de 1 milhão de empregos (possivelmente um valor só comparável a Índia e China), imagine em 2010, 2 milhões de empregos virão facilmente.
E 2009 equivale a 2 vezes o total de empregos dos 8 anos de FHC... isso porque foi um ano complicado!
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