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POLÍTICA Terça-feira, 04 de Maio de 2010 - 17:31 É a demanda estúpido
do blog do Guilherme Barros - A Camargo Corrêa vai anunciar em breve novos investimentos para ampliar a produção de cimento no País. Assim como o grupo Votorantim, que decidiu investir R$ 2,5 bilhões em oito novas fábricas, a empresa quer acompanhar o crescimento do consumo e manter sua participação de mercado.
Além disso, o ritmo de vendas no primeiro trimestre, em alta de 15,7%, indica forte crescimento nos próximos meses e já colocou a indústria em alerta para o risco de faltar cimento no Brasil. Por enquanto, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) admite que possam ocorrer problemas pontuais de suprimento, mas estes seriam resolvidos com pequenas importações.
A corrida por investimentos, no entanto, dá outra dimensão ao consumo de cimento previsto para o mercado interno. Além de Camargo Corrêa e Votorantim, a CSN, de Benjamim Steinbruch, é outro player que acaba de revisar o plano de investimentos. Parte do crescimento está baseada nas grandes obras de infraestrutura do País. Só a usina hidrelétrica de Belo Monte irá consumir 1,5 milhão de toneladas de cimento. Isso significa mais de 10% das vendas do primeiro trimestre.
Será que Camargo Corrêa, Votorantim e CSN anunciam seus planos de investimentos olhando para as taxas de juros futuros da BM&F? Será que anunciam sua carteira de projetos lewnso as colunas da Miriam Leitão e do Carlos Sardenberg?
Não meus caros. É a demanda. ‘É a demanda estúpido’.
Desafio qualquer analista me apresentar um só gráfico que relacione, no governo Lula, diretamente queda nos investimentos privados a alta da Selic. O que constrange ou desperta o ‘instinto animal do nosso empresariado’, é a demanda. ‘É a demanda estúpido’.
Marcadores: Camargo Corrêa, Cimento
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