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POLÍTICA Sexta-feira, 07 de Maio de 2010 - 22:34 Indústria nacional prevê triplicar o faturamento com o PNBL
Convergência Digital - Se as operadoras não se mostram muito felizes com o Plano Nacional de Banda Larga, fabricantes de equipamentos de rede deixaram a reunião com integrantes do governo, nesta sexta-feira, 7/5, pra lá de sorridentes. Não é por menos. Os investimentos previstos para ampliar em quase 30 milhões o número de conexões no país até 2014 vai, no mínimo, triplicar o faturamento do setor.
"Um plano para conectar 40 milhões de residências é uma grande oportunidade para as empresas nacionais. O volume que nos foi mostrado, de R$ 6 bilhões em investimentos, vai nos garantir a escala que precisamos para sermos competitivos não só no país, mas também internacionalmente", disse o presidente da Padtec, Jorge Salomão, após reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e os principais integrantes do governo envolvidos no PNBL.
A meta do Plano Nacional de Banda Larga é ampliar de 12 milhões para 40 milhões o número de domicílios com acesso à internet. Para isso, a Telebrás será reestruturada de forma a atuar, principalmente, na venda de links no atacado, a preços bem inferiores aos que são hoje praticados pelo mercado.
Isso se dará através do backbone formado pela rede de fibras óticas das estatais do setor elétrico e da Petrobras. O objetivo é alcançar 4,2 mil municípios que se situam a até 100 km dessa infraestrutura. Nesse sentido, o governo terá que concluir os anéis de fibras – redes Sudeste, Sul e Nordeste – e construir o backhaul para conectar esses municípios.
É especialmente na construção desse backhaul que entram os fabricantes de equipamentos, com destaque para conexões via rádio. Daí o otimismo das empresas. "A participação no plano deve triplicar o faturamento do setor. Mas em alguns casos, esse faturamento será multiplicado por seis", festejou o presidente da Gigacom, Roque Versolato. A empresa, que se coloca como o maior fabricante nacional de transmissores via rádio, pretende estar nesse grupo cujos resultados crescerão seis vezes.
Atualmente, as empresas do setor faturam entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão por ano. Além do cenário amplamente favorável para o desempenho financeiro, elas também já falam em triplicar o número de empregados, hoje de aproximadamente dois mil pessoas. (Luís Osvaldo Grossmann)
Leia também: Flávia Lefèvre: Vivas ao Plano Nacional de Banda Larga
Marcadores:
Backbone,
Banda Larga,
PNBL
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