|
|
| |
| |
|
|
|
| |
|
| |
ÚLTIMOS 200 POSTS DO BLOG
|
|
| |
|
|
|
POLÍTICA Domingo, 09 de Maio de 2010 - 05:14 Financiamento habitacional da Caixa cresce 124% em 2010
Renda, pacote do governo e juro menor estimulam crédito; especialista alerta para preço inflado de imóveis e diz que decisão de compra deve ser bem avaliada
Folha de S. Paulo - Nos primeiros quatro meses do ano, a Caixa Econômica Federal emprestou R$ 21,17 bilhões em financiamento imobiliário -quase o total oferecido em 2008 (R$ 23,3 bilhões) e 124% a mais do que no mesmo período de 2009. Com o feirão da casa própria -que será realizado em São Paulo e também em outras 12 capitais-, o banco pretende impulsionar os resultados. A previsão é que os negócios realizados ou encaminhados durante os eventos totalizem R$ 3,5 bilhões. Haverá ainda 41 feiras de menor porte.
"O mercado está aquecido por fatores que vão desde a favorável situação econômica, com o aumento da renda e mais famílias ascendendo à classe C, até as condições de financiamento dos imóveis, com juros a partir de 4,5% ao ano mais TR [Taxa Referencial]", diz Jorge Hereda, vice-presidente de governo da Caixa. [...]
[...] O professor do Insper Ricardo Rocha afirma que, apesar de o crédito estar mais acessível, os imóveis estão com valores elevados. "O crédito em abundância possibilita ao mercado embutir um preço maior." Por isso, o especialista diz que os custos estão altos e a decisão de comprar deve ser muito bem avaliada. Em cinco anos, os preços de casas e apartamentos novos subiram, em média, entre 30% e 40% na capital paulista, ante os 22% de inflação no período.
Em 2010, a Caixa espera voltar a registrar a maior contratação da história. A expectativa inicial, de R$ 50 bilhões, subiu para R$ 55 bilhões a R$ 60 bilhões. Além das condições econômicas, o programa habitacional do governo Minha Casa Minha Vida também explica os números recordes do banco. Lançado em abril do ano passado, a meta é que o programa financie 1 milhão de moradias para famílias com renda de até R$ 4.650 até o final deste ano. O último balanço da Caixa, do dia 3, aponta que o programa teve 429.021 contratos assinados, totalizando R$ 28,56 bilhões em investimentos.
Assim escondido no pé de página, no fim das matérias sobre habitação, a imprensa começa a reconhecer que o programa Minha casa, Minha Vida é um sucesso. O grande perigo de se anunciar uma meta é que mesmo que se alcancem números elevados, pode-se sempre criticar o não cumprimento dela. Mas não há como negar que um ano após o lançamento de um programa novo, que exigia novas articulações, 430.000 contratos assinados é um número pra lá de auspicioso.
E o que eu sempre gosto de reforçar, esse crescimento de 124% no financiamento habitacional em um ano, não é resultado das políticas de transferência de renda, mas de ganhos efetivos na geração de emprego, aumento da renda real e melhores condições de crédito. Costuma-se minimizar a popularidade do governo Lula citando apenas o Bolsa família, mas este é parte menor na melhoria das condições de vida de nossa população. Quem recebe Bolsa família compra mais arroz e feijão, o que é fundamental, mas não moradia. A classe média ascendente não recebe Bolsa Família.
Marcadores:
Caixa Econômica Federal,
Financiamento habitacional,
Minha Casa, Minha Vida
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
|
|
|
|
|
1 comentário
|
| |
Comentário de Sergio Telles | 9/5/2010 - 12:56 | http://stelles.blogspot.com
A valorização dos imóveis no Rio de Janeiro em algumas regiões supera os 100% em apenas 1 ano, fruto do aquecimento do mercado em regiões com escassez de oferta. Há enorme demanda para pequenos imóveis nas áreas centrais e no entorno das linhas de metrô do Rio, porém são áreas com pouca oferta de bons terrenos.
|
|
|
|