POLÍTICA Segunda-feira, 10 de Maio de 2010 - 10:43 BNDES procura aliviar o fardo de financiar sozinho a economia
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Luciano Coutinho (Foto: Greg Salibian/iG) |
Blog do Guilherme Barros - Concluída a criação da agência de fomento à exportação – o Exim Brasil, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, parte para outra empreitada: a criação de mecanismos que tornem o mercado de capitais privado capaz de oferecer financiamentos de longo prazo.
Coutinho, assim, procura uma maneira de aliviar o BNDES de toda a responsabilidade pelo financiamento dos investimentos que sustentam o crescimento econômico sem tirar o corpo fora.
"O verdadeiro desafio não é ficar dizendo que o Tesouro empresta pro BNDES e o BNDES empresta muito, como se o BNDES tivesse emprestando para consumo. O BNDES está criando investimento, criando capacidade produtiva e agora, mais do que nunca, o crédito do BNDES são aumento da capacidade produtiva na veia. Então a pergunta correta que deve ser feita é: como fazer para o mercado financie o investimento e não precise o BNDES carregar um fardo tão pesado?", questiona o economista.
Coutinho já conversou com o ministro Guido Mantega, com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, além de agentes do sistema financeiro para desenvolver mecanismos de financiamento alternativos ao banco de fomento.
"Terminada agora essa fase de criação do Exim, que exigiu muita energia, meu foco será todo digirido à questão do financiamento privado de longo prazo. Precisamos encontrar meios e formas de estimular o mercado financeiro privado para o setor corporativo, através do mercado de debêntures, através do mercado de securitização de créditos bancários", acrescentou.
Bradesco revisa projeção do PIB e aposta em alta de 7% - O Bradesco acaba de revisar sua projeção para o PIB deste ano. O banco agora prevê um crescimento de 7% em 2010. A previsão anterior do Bradesco era de 6,4%. A revisão ocorreu, segundo o Bradesco, por conta da intensidade do crescimento da produção industrial, da vendas do varejo e do emprego.
IGP-M continua comportado
A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 0,47% na primeira prévia de maio, contra alta de 0,27% em igual período de abril, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta segunda-feira, segundo a Reuters. O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve aumento de 0,49% nesta leitura, ante elevação de 0,13%. O IPA agrícola avançou 0,51%, seguindo a variação anterior de 0,60%. O IPA industrial subiu 0,48%, após cair 0,02% no dado anterior.
As principais altas de preços no atacado foram de leite in natura, ferro gusa, soja em grão, bovinos e medicamentos. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve aumento de 0,41%, contra avanço de 0,28%. Enquanto os preços do grupo Alimentação tiveram forte arrefecimento --para alta de 0,43% agora ante 1,01% antes--, os de Vestuário avançaram 0,72%, revertendo a queda anterior de 1,04%, e os de Saúde aceleraram o avanço para 0,87% nesta leitura, ante 0,31% na anterior. O movimento de vestuário deve-se à troca de coleção e o de saúde reverte o reajuste recente dos medicamentos.
As maiores altas individuais de preços no varejo foram alta de batata-inglesa, leite tipo longa vida, feijão carioquinha, empregada doméstica mensalista e móveis para residência. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,55%, contra elevação anterior de 1,12%.
Os dados mostram que o IGP-M se mantém razoavelmente comportado, não sinalizando grandes pressões de demanda. O mercado, na pesquisa Focus do Banco Central, sinalizou hoje que o IPCA pode fechar 2010 em 5,5%, com uma Selic de 11,75%, mas o IPA de 0,49%, mesmo que em aceleração, não aponta para a necessidade de grandes apertos monetários no futuro próximo. É um índice que pode variar, pois é medido semanalmente, e precisa ser acompanhado com mais cuidado pelo mercado.
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POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
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