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POLÍTICA Quarta-feira, 19 de Maio de 2010 - 10:04 FGV volta a minimizar gastos públicos com custeio
Guilherme Barros - O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas voltou a minimizar o tamanho do custeio da máquina na dívida pública do País. Como fez na Carta do Ibre de abril, a instituição lembrou que entre 1999 e 2007, enquanto a dívida aumentou 4,3 pontos percentuais do PIB, o custeio restrito caiu 0,3%. Os demais aumentos, segundo a FGV, foram conseqüência da ampliação de programas sociais, gastos com INSS, saúde e educação.
Com o debate eleitoral centrado no tamanho ideal que o Estado brasileiro deve ter, a agenda fiscal tende a ser um dos grandes pontos de discussão no País. Neste sentido, segundo a Carta do Ibre, é essencial que a população tenha maior conhecimento da função dos tributos cobrados pelo governo.
Uma política de transparência fiscal, classificou a instituição. Só assim a sociedade poderá discutir a sério o tamanho do Estado que deseja. A agenda fiscal, ressalta a FGV, é um passo além da discussão da estabilidade econômica, antes predominante no debate das políticas do País.
"Se hoje a discussão sobre o tamanho e a qualidade dos serviços providos pelo Estado vem para o primeiro plano, isto se deve em grande parte ao fato de que foram relegados a papéis secundários temas ligados ao nosso longo histórico de crises e instabilidade macroeconômica", diz a Carta.
Marcadores:
FGV,
Ibre
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