POLÍTICA Terça-feira, 15 de Junho de 2010 - 08:22 Produção de máquinas de construção crédito habitacional disparam
Guilherme Barros e Floha.com - A produção de máquinas rodoviárias, que incluem escavadeiras, tratores e caminhões fora de estrada, disparou durante os cinco primeiros meses do ano. Entre janeiro e maio, segundo dados da Abimaq, o volume produzido no País saltou 330%, totalizando 10,8 mil equipamentos. O crescimento da produção reflete tanto a recuperação das exportações, como o forte ritmo de vendas no mercado interno. Ambos avançam mais de 180% no ano.
Os caminhões fora de estrada contam com a maior recuperação, 1.157%. No ano passado, com a crise financeira e a suspensão dos investimentos em mineração, foram produzidos apenas 13 unidades no País. Já neste ano, com a melhora da economia mundial, foram fabricadas 88 unidades. A retroescavadeira é o equipamento com maior número de unidades produzidas, 3,57 mil, o que representa um crescimento de 278,6% na comparação com igual período do ano passado.
A venda de máquinas importadas também apresentou expansão entre janeiro e maio, mas em ritmo inferior, 17,5%, aos desempenhos de produção e vendas do mercado interno. O crescimento mais lento ocorre pelas condições de financiamento oferecidas pelo Programa de Sustentação do Investimento do BNDES.
Crédito habitacional cresce 113% na Caixa e feirão movimenta R$ 8,4 bi
Os empréstimos habitacionais da Caixa cresceram 113% entre 1º de janeiro e 11 de junho em relação ao mesmo período de 2009 e alcançaram R$ 28,3 bilhões. De acordo com o banco, foram assinados 473 mil contratos, aumento de 69%. O banco espera chegar a R$ 60 bilhões neste ano, impulsionado, entre outros fatores, pelos negócios com os feirões realizados em todo o país em maio e junho.
A Caixa encerrou no último domingo (13) a sexta edição do Feirão da Casa Própria. Foram 93.560 negócios, com um volume de R$ 8,4 bilhões, aumento de 70% em relação aos eventos do ano passado. Dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida foram oferecidos 200 mil imóveis para famílias com renda superior a três salários mínimos, cerca de 45% do total de unidades habitacionais disponíveis para o feirão. Até o momento, foram assinados 480 mil contratos do programa habitacional, com R$ 30,5 bilhões em investimento.
Nordeste responde por 33% dos novos empregos na construção civil
Essas duas matérias demonstram de forma muito clara o nível de aceleração de um setor trás benefícios para todo o país e ao longo do tempo. É fundamental para o crescimento imediato do Produto Interno Bruto, pois impacta diretamente na Formação Bruta de Capital, além de diminuir o enorme déficit habitacional e resolver os gargalos de infraestrutura no Brasil. Não que esses gargalos estejam, como alguns ‘especialistas’ insinuam, impedindo o crescimento do país, mas ajudam a criar oportunidades em regiões mais carentes e diminuir desigualdades. Os investimentos em mais capacidade de produção, em linhas de transmissão, rodovias, estradas de ferro, ajudam a integrar o país e garantir crescimento de longo prazo.
Ao mesmo tempo são setores com forte oferta de mão de obra para uma população menos qualificada, ainda muito carente de oportunidades no Brasil. Com o desenvolvimento tecnológico agravou-se a dívida que o país tem com uma grande parte da população, no campo da educação. Essa dívida precisa ser remediada, num primeiro momento, com empregos de qualidade. Só assim garantindo uma porta de saída para os programas de complemento de renda, ou mesmo da miséria absoluta, essa população pode aos poucos romper a barreira da capacitação profissional, dando aos seus filhos melhores chances de competir e serem cidadãos.
A construção civil, podemos resumir assim, é um atalho de inclusão econômica e social. Rompe barreiras que há poucos anos pareciam intransponíveis. O desafio brasileiro ainda é o de incluir milhões de irmãos ao mercado consumidor e aos serviços públicos básicos.
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