POLÍTICA Segunda-feira, 21 de Junho de 2010 - 19:54 Produção de aço sobe 50% em maio e emprego formal dispara
Agência Eastado - A produção brasileira de aço bruto em maio de 2010 foi de 2,9 milhões de toneladas, divulgou hoje o Instituto Aço Brasil (IABr, antigo IBS). O aumento de produção em relação a abril foi de 5,5%. Na comparação com maio de 2009, houve alta de 50,8%. A produção de laminados foi de 2,3 milhões de toneladas, com alta de 5,2% na comparação com o mês anterior e de 42,4% ante maio do ano passado.
Com os resultados, a produção acumulada em 2010 totalizou 13,5 milhões de toneladas de aço bruto e 10,8 milhões de toneladas de laminados, o que significa um aumento de 56,9% e 64,5%, respectivamente, ante o mesmo período de 2009. Quanto às vendas internas, o resultado de maio foi de 2,0 milhões de toneladas de produtos, elevação de 12,7% ante o mês anterior. Quando comparado com igual período de 2009, registra-se alta de 55,3%.
As vendas acumuladas em 2010, de 8,8 milhões de toneladas, mostram crescimento de 57,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações de produtos siderúrgicos em maio atingiram 654,8 mil toneladas, com valor de US$ 419,6 milhões. Com esse resultado, as exportações em 2010 totalizaram 3,5 milhões de toneladas e US$ 2,0 bilhões, representando aumento de 28,9% em volume e de 21,5% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No que se refere às importações, registrou-se em maio volume de 494,5 mil toneladas (US$ 433 milhões) totalizando, desse modo, 2,3 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos importados no ano, 149,1% acima do mesmo período de 2009. O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em maio foi de 2,5 milhões de toneladas, totalizando 11,0 milhões de toneladas em 2010. Esses valores representaram elevação de 63,6% e 70,5%, respectivamente, em relação a igual período do ano anterior.
Para Lupi, país não vive uma bolha de crescimento
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, acaba de dizer que o Brasil não vive uma bolha de crescimento. "O Brasil vai criar 2,5 milhões de empregos, o que vai colocar o País em um outro patamar de crescimento. Não podemos duvidar da nossa capacidade de crescimento", disse.
Outro fator que irá contribuir para um cenário mais favoravel do emprego é o controle da inflação, algo que, na opinião do ministro, o País já faz. "A inflação caiu, comparando maio com abril. A grande preocupação nossa é não deixar a inflação voltar", afirmou. Em maio, o Brasil gerou 298 mil empregos, recorde para o mês e o quarto melhor resultado da história da série do Caged. No acumulado do ano, já são 1,26 milhão de vagas abertas.
São dois dados anunciados no mesmo dia que desanimam os críticos da política econômica implementada pelo governo Lula. Enquanto o Brasil cria 298.000 empregos formais no mês de junho, pressionando a demanda por mais produtos e serviços, produz 50% a mais da mais importante matéria prima dos investimentos, o aço. A produção e consumo de aço batem direto na Formação Bruta de Capital Fixo, garantindo maior oferta, melhorando o ambiente macroeconômico que permitirá uma política monetária menos restritiva.
O aumento do emprego formal é causa e consequência do boom econômico que vive o Brasil. Sem demanda, o tal 'espírito animal' do empresariado não é estimulado, gerando aqueles voos de galinha que a nossa memória ainda guarda num canto qualquer. Engraçado que hoje assistimos o ex-governador José Serra novamente dizer em sabatina no UOL, que a política macroeconômica está errada e que 'podemos mais'. É claro que faltou um contraponto, alguém que lembrasse ao candidato que o país está de vento em popa e que os gargalos só serão vencidos com mais crescimento, mais demanda e mais investimentos. Ou seja, mais empegos e mais aço.
As taxas de juros são compatíveis com nosso histórico de falta de investimentos, por insegurança de todos tipos. A receita continua a ser estimular cada vez mais a demanda e forçar o investimento. O Brasil precisa crescer com estabilidade, com ganhos reais de renda. Estamos atingindo um ponto que economistas chamam de ‘Pleno Emprego’, que assusta os fiscalistas, mas que faz parte do caminho inevitável para a superação da pobreza.
Marcadores:
Aço,
Caged,
Empregos,
IABr,
IBS
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
|
|
|