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POLÍTICA Quinta-feira, 08 de Julho de 2010 - 20:55 BNDES contribui para conter inflação, diz Arno Augustin
Reuters - O secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou nesta quinta-feira que falta rigor teórico à avaliação de que os empréstimos subsidiados do BNDES obrigam o Banco Central a adotar uma taxa básica de juros mais elevada para conter pressões inflacionárias. Para o secretário, a ação do banco de desenvolvimento contribui para conter a inflação, na medida em que os financiamentos são usados para aumentar a capacidade de produção das empresas.
"Não sei que teoria econômica é essa que não relaciona o investimento com a capacidade de a economia responder a uma demanda maior sem aumento de preços", afirmou Augustin à Reuters. "Acho que não é muito rigorosa essa análise. Desconsidera o fato mais importante, que o que causa pressão na política monetária é a ausência de capacidade instalada (Nuci) para fazer frente à demanda, e isso é garantido pela nossa política através do BNDES."
Augustin disse, ainda, ver um otimismo excessivo em algumas projeções de crescimento da economia, e que a Fazenda agirá tendo como base seus próprios prognósticos mais "contidos". Em maio, a Fazenda elevou para 5,5 por cento sua projeção de crescimento usada na programação orçamentária. Um mês depois, o BC estimou alta de 7,3 por cento para o PIB, patamar próximo ao previsto pelo mercado segundo sondagem periódica feita junto a analistas. Uma nova revisão de estimativas orçamentárias será feita este mês.
"Eu não tenho visão de que o ritmo de aquecimento da economia está muito alto", afirmou Augustin à Reuters. "Nós aqui no Ministério da Fazenda temos sido bem mais contidos nisso porque os números que nós temos mostram isso. Portanto temos que ir devagar com essa avaliação, em especial não podemos tomar medidas supondo um crescimento maior do que de fato está ocorrendo. Para Augustin, a tendência é que a economia desacelere após um primeiro trimestre forte. A arrecadação, contudo, tende a continuar em alta porque há uma defasagem entre aceleração da atividade e aumento no recolhimento de alguns impostos, afirmou. "Ela (arrecadação) não cresceu tudo o que tem que crescer, ela vai crescer mais ainda", disse Augustin.
De janeiro a maio, a receita federal cresceu 13,3% na comparação com o mesmo período de 2010. Nos 12 meses até maio, o setor público registrou um superávit primário equivalente a 2,13% do PIB. A aceleração da receita, aliada aos bloqueios orçamentários feitos pelo governo e às restrições para gastos impostas pela legislação eleitoral, garantirão o cumprimento da meta de superávit primário de 3,3 por cento do PIB no ano, afirmou o secretário. [...]
[...] Na dívida interna, o Tesouro está "confortável" com a atual composição do passivo -com cerca de 40% dos papéis atrelados à Selic e a câmbio e 60% a índices de preços e prefixados. "O Tesouro tem como ambição reduzir (a participação dos títulos corrigidos pela Selic, mas já é um nível bom", disse Augustin. "Nós não vamos nos obrigar a fazer algo que eleve o custo quando o perfil já é bom." (Isabel Versiani e Ana Nicolaci da Costa)
Leiam a matéria completa no site do UOL
Antes de mais nada, cabe lembrar as palavras do presicente do Banco Central: Essa é uma definição da sociedade brasileira através do seu governo democraticamente eleito. O governo entende que alocar uma parte dos recursos, por exemplo, para o investimento na atividade industrial e na agricultura, compensa o que pode ser um maior custo da Selic para a sociedade. Essa não é uma decisão do Banco Central.
Leia também: Luciano Coutinho: "BNDES contribui com estabilidade"
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POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
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