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POLÍTICA Sábado, 8 de Dezembro de 2007 - 13:09 PAC adota favelas do Rio como vitrines
Folha de S.Paulo - É a maior proposta de intervenção urbanística em favelas da cidade, e possivelmente do Brasil. Será R$ 1,075 bilhão vindo da União (75%), do Estado (20,5%) e da prefeitura (4,5%). O valor é praticamente o mesmo que a administração municipal investiu desde 1993 em 143 comunidades com o programa Favela Bairro. O vice-presidente da Faferj (Federação das Associações de Favelas do Rio), José Nerson, duvida, no entanto, da transmutação prometida pelo governo. "Só vendo."
O presidente Lula (PT), o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), têm um grande desafio pela frente: convencer os líderes comunitários e os moradores que o pacote de obras de saneamento e urbanização não é apenas uma jogada política para exploração eleitoral ou mais um remendo e fonte de novos problemas. O medo maior dos moradores é em relação às remoções, um trauma na história habitacional do Rio. Isso explica o discurso de Lula, quando prometeu que nenhum governador "enxerido" mandará a polícia remover os moradores.
Os dois conjuntos de favelas do subúrbio receberão as maiores verbas: no Alemão (12 favelas) há promessa de investimentos de R$ 602 milhões e, em Manguinhos (oito favelas), de R$ 328,4 milhões. Elas nunca viram tanto dinheiro. O principal projeto no Alemão é o teleférico, inspirado na experiência bem-sucedida de Medellín, e que deve absorver cerca de 25% do orçamento. Pelo projeto, as cabinas suspensas percorrerão 2,8 quilômetros e ligarão a estação ferroviária de Bonsucesso a plataformas em cinco morros, com capacidade para transportar por dia 30 mil pessoas.
Em Manguinhos, a obra de maior impacto (30% da verba) prevista será a suspensão dos trilhos da ferrovia numa extensão de 1,7 quilômetro ao longo das favelas. Sob os trilhos, um parque de 246 mil metros quadrados inspirado não mais na Colômbia, como está na moda, mas, segundo o arquiteto que o planejou, Jorge Mario Jáuregui, nas Ramblas de Barcelona.
As intervenções nas outras favelas seguem os mesmos princípios. Primeiro, facilitar o acesso com o alargamento das principais ruas, implosão dos muros que isolam estas comunidades do resto da cidade e integração aos meios de transportes coletivos. Junto, ampliação das redes de serviços e a construção de prédios públicos que marquem a presença do Estado. E, por fim, novas moradias e a regularização fundiária.
Leia a matéria completa no site do Folha Online
Leia também: Dilma volta a afirmar que PAC transformará país em canteiro de obras em 2008
Marcadores: Alemão, Favelas, Manguinhos, Rio de Janeiro, PAC
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
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