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POLÍTICA Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008 - 09:47 Empresas brasileiras têm melhor resultado da década, diz Serasa
Folha de S. Paulo - As empresas brasileiras registraram, em 2007, a maior rentabilidade da década, segundo estudo que será divulgado hoje pela Serasa. O indicador de rentabilidade das companhias atingiu 6,6% no ano passado, o maior desde 2000. De 2003 a 2006, os índices tinham sido os seguintes: 4,6%, 5,1%, 5,3% e 5%.
O trabalho da Serasa foi bastante amplo. Foram analisados 9.700 balanços referentes a setembro do ano passado, que foram publicados no quarto trimestre. Desse total de empresas, 3.200 são da indústria, 3.700 do comércio e 2.800 de serviços. O setor financeiro não entrou no estudo. O indicador de rentabilidade da Serasa mede o lucro operacional das empresas em relação ao faturamento líquido. São excluídos as receitas com venda de bens e ativos e os resultados extra-operacionais.
Segundo Marcos Abreu, gerente de análise setorial da Serasa, esse resultado bastante positivo das empresas no ano passado se explica pelo crescimento da massa salarial, pela ampliação do crédito e pela recomposição de estoques em segmentos importantes da indústria.
A melhoria da gestão das empresas é outro fator que também ajuda a explicar esse resultado do ano passado. Marcos Abreu destaca ainda a redução do endividamento das companhias em geral, reflexo principalmente da forte desvalorização do dólar. [...]
[...] Entre os setores pesquisados, o que registrou melhor desempenho foi o de serviços, com uma rentabilidade de 8,8%. Para ter uma idéia, a margem de lucro no ano de 2000 desse setor tinha sido de apenas 1,3%. Apesar da queda nos ganhos com as exportações, a indústria foi a segunda mais rentável. A lucratividade foi de 8,2%, superior aos 2,2% de 2000. O destaque foi o segmento siderúrgico, influenciado pela crescente demanda de aço da China.
Leia a matéria completa no site do Folha de S. Paulo
Leia também: Celso Ming - A indústria arranca - "A consistência dos investimentos é o melhor sinal de que o setor produtivo brasileiro (e não só a indústria) está se preparando para dar conta do consumo, que também galopa perto dos 7% ao ano. Quando o investimento fica para trás, num ambiente de alta do consumo, a probabilidade de que ocorra inflação de demanda (aumento de preços pelo efeito de maior procura) aumenta substancialmente. E, nessas condições, o Banco Central fica obrigado a puxar pelos juros."
Marcadores: Comércio, Empresa, Indústria, Serasa
POSTADO POR ALEXANDRE PORTO ( IMPRIMIR ) | ( PÁGINA INICIAL ) | ( ENVIAR A UM AMIGO )
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