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ESPORTES Sábado, 31 de Julho de 2010 - 10:02 O espaço no leque político que sobrou para o PSDEMB
Da coluna Panorama político de O Globo, por Ilimar Franco
O perfil da rede de mobilização do PSDB no Facebook recomenda a visita à página do Movimento Endireita Brasil, que defende “uma nova direita no cenário político brasileiro: liberal, ética e democrática”. O MEB questiona: “Por falar em Collor, há equívocos que se perpetuam na História: será que a geração cara-pintada foi espontânea?”. Um dos comentários exibidos na página do MEB diz: “Chega de terrorismo de esquerda, chega de Dilmas plastificadas e de Lulas autistas! Que saudade dos coronéis Ustra e Ubiratan. Morte ao comunismo e aos que o defendem! Viva a direita! Volta CCC (Comando de Caça aos Comunistas)!”.
Muitos dizem por aí que o José Serra (PSDB) não é um candidato de direita, mas seria o candidato da direita órfã de um líder consistente desde a redemocratização. A leitura dessa nota no Ilimar Franco, não nos deixa muitas dúvidas. Pela história do Serra, desde sua participação na resistência ao golpe militar, sua presidência da UNE, passando pelo exílio no Chile, etc, não posso imaginar que ele tenha dado uma virada tão grande em sua biografia. Talvez ele nem tenha se dado conta de como o seu partido foi invadido, essa é a melhor palavra, por setores da sociedade que têm como única razão combater movimentos sociais, partidos e ideais de esquerda.
Não é a toa que grande guru virtual dos partidários de sua candidatura seja nada mais nada menos que o jornalista/blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, um verdadeiro troglodita de direita. Eles nem gostam do Serra, por suas ideias e convicções, apenas o aturam com seus aroubos de 'esquerdismo macroeconômico'. Eles estariam ao lado de qualquer candidato que pudesse colocar em risco a supremacia de Lula e do PT nessas eleições. Foi assim com Geraldo Alckimin em 2006, com Serra em 2010 e sabe-se lá com quem em 2014.
Mesmo possivelmente envergonhado, Serra resolveu cumprir esse papel a risca. Seu discurso se transformou num contraponto ao chamado 'petismo' e a um já nascente 'dilmismo', já que a Lula ele não ousa enfrentar. Para separar Lula do PT e da candidata Dilma Rousseff, vale tudo. Vale até dizer o que seus militantes virtuais, radicais barulhentos de direita, querem ouvir e disseminar pelas redes sociais. Uma pena. Lula ocupou o espaço que o PSDB sonhou com Mário Covas, Ciro Gomes, Almino Alfonso, Bresser Pereira e o próprio Serra, mas sua militância de centro-esquerda não empolga e por isso a mudança de rumo. A campanha está mais a cara do DEM, por isso a brincadeira no título com o 'PSDEMB'; está a cara de Jorge Bornhausen, César Maia, Heráclito Fortes, Agripino Maia etc.
Sem saída pela centro-esquerda, Serra mira seu discurso na militância udenisma e corre sério risco de sair menor dessas eleições.
Marcadores:
CCC,
PSDB
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1 comentário
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Comentário de Sidnei Brito | 31/7/2010 - 18:18 | http://sidnei-quasetudo.blogspot.com
Agora o mais engraçado é que Serra anda dizendo por aí que está mais à esquerda do que Lula e Dilma. Disse-o em entrevista a "IstoÉ" e na sabatina da Record. Queria ver a cara do Reinaldo Azevedo ao ouvi-lo dizendo isso!
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