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Vanderlei - tijolo de plastico e mais bonito mais moderno e montar uma fabrica custa mais parado. tenho toda a tecnologia e ferramental, bem como laudos tecnicos aprovados. Vanderlei...

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Nei Duclós - Bela homenagem, parabéns. Luis Antonio merece sempre e muito mais. Gostei de ser chamado de catarinense, quando sou do RS. Mas moro aqui em Florianopolis e por isso acho bom. Grande abraço

daniela demetrio - Ola, admiro todos nos que tomamos o tempo para investigar este assunto.

Nao concordo com voce. Existem certas areas do planeta que nesta altura do campeonato temos que deixar intacta e nao ad...



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POLÍTICA - Comparando pesquisas de 2006 e 2010; o desempenho de Lula e Dilma
MÚSICA - De Abel Silva, "Jura Secreta", com Raimundo Fagner
POLÍTICA - Hoje o Clóvis Rossi se superou tentando encontrar uma "razão de viver" longe da ditadura
POLÍTICA - Datafolha temperando a magem de erro: Dilma 47%, Serra 28%, Marina 14%
POLÍTICA - CNT/Sensus: Dilma tem 47,5%; Serra 25,6% e Marina 11,6%
POLÍTICA - Ibope aponta vitória no 1º turno: Dilma 50%, Serra 27%, Marina 13%
POLÍTICA - Tendências apontadas pelo Datafolha: Dilma 46%; Serra 28%; Marina 14%
POLÍTICA - 32º Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma 47% (-1), Serra 26% (-1), Marina 14% (+2)
POLÍTICA - Gilberto Carvalho: Por que Dilma
POLÍTICA - Não é só o eleitor quem perde com o vale-tudo. O Jornalismo também.
POLÍTICA - O encontro das ondas
POLÍTICA - Ibope: A uma semana da eleição, Dilma lidera com 50%; Serra tem 28%
POLÍTICA - Para analistas, Brasil em alta passa por 'renascimento' na Europa em crise
POLÍTICA - Pesquisa Vox Populi: Dilma 51%; Serra 24%; Marina 10%
MÚSICA - Amigo Ciro e o presente de grego
POLÍTICA - Mercado de trabalho volta a crescer no ritmo do pré-crise, diz IBGE
POLÍTICA - Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo
POLÍTICA - Datafolha: Dilma tem 49%, Serra 28% e Marina 13%
MÚSICA - Pra que discutir com Madame, com Arranco de Varsóvia
POLÍTICA - Em 2006, o esgoto da Veja não consultou o polvo Paul contra Lula
POLÍTICA - Como anda a eleição presidencial nos estados?
POLÍTICA - Enquanto Lula mostra honestidade, Serra tem "prazer do trapaceiro"
POLÍTICA - André Singer: A história e seus ardis. O lulismo posto à prova em 2010
POLÍTICA - Albano com Dilma, companheiro? Serra podia ter ido dormir sem essa
POLÍTICA - Senado: Candidatos do PT crescem na reta final
POLÍTICA - Pesquisa Ibope; Dilma 51%; Serra 25%; Marina 11%
POLÍTICA - Pesquisa Vox Populi; Dilma 51%; Serra 24%; Marina 8%
POLÍTICA - Os jornalistas tucanos
POLÍTICA - Globo-Folha: a voz do crime no Brasil
POLÍTICA - Brasil cria 2 milhões de empregos no ano, um recorde para o período
POLÍTICA - Dilma sobe para 51%, Serra mantém 27%, aponta Datafolha
POLÍTICA - Serra na CNT: "Faz de conta que eu não vim"
POLÍTICA - O que fazer com o verde mofado da bandeira de Marco Antônio Villa?
POLÍTICA - Emprego no Nordeste já reduz fluxo migratório
POLÍTICA - Noblat, a forca e a força da ministra Erenice
POLÍTICA - Vendas no varejo crescem 10,9% em julho
POLÍTICA - Pesquisa Sensus: Dilma 50,5%, Serra 26,4%, marina 8,9%
POLÍTICA - Jânio de Freitas: Amigos de Dilma
POLÍTICA - Canal Livre entrevista José Eduardo Cardozo
POLÍTICA - Suzana Singer: O ataque dos pássaros
POLÍTICA - Com quem o futuro presidente governará?
POLÍTICA - Datafolha. Dilma permanece com 50%; Marina tira 1 ponto de Serra.
POLÍTICA - 16º Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma 51% (-1), Serra 23% (+1), Marina 9% (0)
POLÍTICA - Lewandowski humilha programa eleitoral de Serra: "tentativa foi mal sucedida"
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POLÍTICA - No Datafolha, Dilma vai 50% e diferença para Serra é de 22%
POLÍTICA - Ibope aponta Dilma na liderança com 24% de vantagem
POLÍTICA - PIB cresce 8,8% no 2º tri; investimentos batem recorde
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POLÍTICA - César Maia, ao contrário de Montenegro, ainda não pediu desculpas
POLÍTICA - Queda da desigualdade de renda no país coloca mais 31, 9 milhões no mercado


 
 

Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009 - 13:29
Essa ninguém me contou: "O sabonete verde"

"Pilatos não pode mais lavar as mãos com sabonete verde. Lamentável que Marina e o PSOL estejam 'pensando'. Os que morrem de fome, de pancada, os que foram torturados e mortos, esses não tiveram esse confortável tempo para optar. A reação, desde a Comuna de paris, desde os Espartaquistas, sempre matou mais rápido, enquanto gente do 'Bem' pensava..."

Aldir Blanc, na abertura do segundo turno
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MÚSICA
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012 - 17:20
Kalouv, uma ótima experiência


Como não comentar a linda capa de Ianah Maia, estudante de Cinema de Animação, lá no Recife.
Formada em Recife, no começo de 2010, a banda Kalouv é o encontro de cinco jovens que produzem rock instrumental - sem mais rótulo por favor -, coisa rara hoje em dia; quase demodê. Como sou da ssafra que virava noites arranhando bolachas das bandas inglêsas dos anos 1970, como King Crimson, Tangerine Dream, Gentle Giant, Pink Floyd, etc, estas raridades sempre me chamam a atenção.

A dica veio quando na #radinha procurava referências à música vinda das paragens pernambucanas, não necessariamente as da música, vamos dizer assim, regional. A verdade é que me impressionei com o que encontrei. Descobri bandas com pegada, boas soluções melódicas e que não devem nada a qualquer outro trabalho do cenário contemporâneo nacional.

O tecladista Bruno Saraiva, os guitarristas Saulo Mesquita e Túlio Albuquerque, o baixista Basílio Queiroz e o baterista Rennar Pires foram para o estúdio com produção de Diogo Guedes, da ótima 'A Banda de Joseph Tourton'. Eu li por aí, "podem anotar: um dos melhores discos instrumentais do ano". Eu iria um pouco mais longe.

Ainda se pode ver carimbadas em algumas composições influências musicais um tanto quanto 'batidas', fraseados aparentemente óbvios - às vezes até parecem propositais -, mas no máximo se poderia dizer que é um movimento natural em busca do amadurecimento do conjunto. O importante é notar, que as influências são boas, muito boas. Um destaque pra mim é como o suave tecladista Bruno Saraiva se harmoniza ao peso das guitarras, como por exemplo na faixa título ou em 'Zéfito', lembrando muito ... ah! deixa pra lá. Vocês podem encontrar suas próprias referências.




Alguém passou por aqui e sentiu a falta de algum vocal, "obviamente um soprano bem afinado". Toda banda instrumental já ouviu essa sugestão, confere? Lembrei de alguns deliciosos e incidentais de Maggie Reilly em 'Crises' do Mike Oldfield, que coincidentemente e infelizmente apontaram para um rumo pop no trabalho do ídolo de todos os amantes do rock progressivo. Quem nunca fumou um ao som de 'Incantations', 'Tubular Bells' e 'Ommadawn', nem sequer sonhou. Corram esse risco apenas se for necessário.

O fato é que ao lado da 'Pullovers', 'Ludov', 'Blubel', 'Lestics', 'Apanhador Só', 'Volver' e da finada 'Parafusa', a Kalouv entra definitivamente em minha playlist. Vida longa aos meninos.

Mas como eu não sou flor que se cheire, bora agora ouvir um pouco da 'Comadre Fulozinha'.





Para twittar: Kalouv, uma ótima experiência bit.ly/xkawIf (via @aleportoblog)


Marcadores: Kalouv, Mike Oldfield



POSTADO POR ALEXANDRE PORTO
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MEIO AMBIENTE
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011 - 21:44
Série 'Caminhos da Energia', Canal Futura e CPFL, com Amir Klink


Caminhos da Energia, é um programa do Canal Futura, produzido em parceria com a CPFL e apresentado por Amyr Klink. Em formato documental, a série mostra como a energia está presente em nosso dia a dia e reflete sobre as possibilidades de seu uso de forma eficiente e sustentável para garantir o bem estar das pessoas no planeta.

O programa, produzido pela Giros e dirigido por Belisário Franca, apresenta as diversas formas de energia usadas desde os primórdios até as descobertas tecnológicas que aceleraram o desenvolvimento dos países e proporcionaram mais conforto às sociedades. A série mostra também como a preocupação com os recursos finitos de fontes energéticas levaram à busca pelo uso de fontes renováveis e menos nocivas ao meio ambiente.

Caminhos da Energia tem foco no Brasil, mapeando a atual matriz energética brasileira e apontando as possibilidades de geração, distribuição e consumo de energia. Apresentada pelo navegador Amyr Klink, a série é pontuada por entrevistas de mais de 50 especialistas, que apresentam o contexto histórico, mostram números e opinam sobre os diferentes caminhos que o Brasil pode seguir para diminuir o impacto da geração e consumo de energia no meio ambiente.

Amir Klink costura os conteúdos desta questão por meio de intervenções sobre suas experiências pessoais e reflexões desenvolvidas sobre o tema. "O barco é uma espécie de unidade para pensar de forma eficiente o uso de energia", diz Klink, que contou também já ter percebido as mudanças climáticas por que passa o planeta em suas viagens para a Antártica.

Caminhos da Energia - Episódio 01 - Energia é tudo



Participam deste episódio: Carlos Nobre (pesquisador do INPE); David Zylbersztajn (especialista em Energia); Fábio Feldmann (consultor em Sustentabilidade); Hermes Chipp (presidente da NOS); José Goldemberg (professor da USP); Maurício Tolmasquim (presidente da EPE); Nelson Hubner (diretor geral da Aneel); Roberto Schaeffer (professor da Coppe UFRJ) e Luiz Pinguelli Rosa (diretor da Coppe UFRJ).


Caminhos da Energia - Episódio 02 - Tudo é Energia



Participam deste episódio: Arildo Resende (produtor rural); Claudio Sales (presidente do Instituto Acende Brasil); José Goldemberg (professor da USP); Luiz Carlos Soares (historiador); Sérgio Besserman (prof. de Economia da PUC-RJ) e Roberto Schaeffer (prof. da Coppe UFRJ).


Caminhos da Energia - 03 - A (R)evolução



Caminhos da Energia - 04 - E o Mundo Gira




Participam deste episódio: Adriano Pires (diretor da CBIE); David Zylbersztajn (especialista em energia); Ennio Peres (Chefe do Laboratório de Hidrogênio da Unicamp); Fábio Feldmann (consultor em sustentabilidade); Haroldo Lima (diretor geral da ANP); Isaac Quintino Ferreira (gerente da Usina de Biodiesel de Candeias); Jaime Lerner (arquiteto e urbanista); Marcos Jank (presidente da Única); Maria Antonieta Leopoldi (historiadora); Aedson Lopes (produtor rural), Juracy Souza (produtora rural), Carlos Rittl (coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil) e Paulo Cezar Coelho Tavares (vice-presidente de Gestão de Energia).


Caminhos da Energia - 05 - E fez-se a Luz!



Caminhos da Energia - Episódio 06 - A energia da Água




Participam deste episódio: Claudio Sales (presidente do Instituto Acende Brasil); Hermes Chipp (presidente do Operador Nacional do sistema Elétrico -- NOS: Luiz Eduardo Almeida (técnico em Telecomunicação -- CPFL); Luiz Pinguelli Rosa (diretor da Coppe UFRJ); Maurício Tolmasquim (presidente da Empresa de Pesquisa Energética - EPE); Nelson Hubner (diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica -- Aneel); Aquilino Senra (vice-diretor da Coppe UFRJ); Paulo Bombassaro (gerente de Engenharia -- CPFL); Roberto Schaeffer (prof. da Coppe UFRJ); José Goldemberg (professor da USP) e David Zylbersztajn (especialista em Energia).


Caminhos da Energia - Episódio 07 - O Calor



Participam deste episódio: Isaias Macedo (pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético -- NIPE), Aquilino Senra (vice-diretor da Coppe UFRJ), Odair Gonçalves (presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear -- CNEN); Carlos Rittl (coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil); Luiz Roberto Cordilha Porto (diretor de Operação e Comercialização da Eletronuclear); Paulo Cezar Coelho Tavares (vice-presidente de Gestão de Energia -- CPFL); Marcos Jank (presidente da União da Cana de Açúcar - Única), Marcos Balzon (coordenador de Elétrica e Instrumentação da Usina Baldin); Giovano Candiani (analista ambiental da Essencis) e Leonardo Vieira (pesquisador do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica -- CEPEL).


Caminhos da Energia - Episódio 08 - Alternativas para geração de eletricidade



Participam deste episódio: Adrianno Rios (supervisor de planejamento da Wobben Windpower); Antonio Leite de Sá (pesquisador do Centro de Pesquisa Energia Elétrica Cepel); Marco Antônio Galdino (pesquisador do Centro de Pesquisa Energia Elétrica -Cepel), Paulo Cerqueira (Ministério de Minas e Energia); Pedro Angelo Vial (presidente da Wobben Windpower); Marcus Bernd (diretor da MPX) e Ricardo Simões (presidente da Abbeólica.


Caminhos da Energia - Episódio 09 - Soluções em eficiência energética e sustentabilidade



Participam deste episódio: José Goldemberg (professor da USP); Marco A. Fujihara (diretor da Key Associados); Jun Tanaka (engenheiro do Hospital da Unicamp); Carlos Augusto (gerente da Divisão de Projetos Especiais -- CPFL); Paulo Cezar Coelho Tavares (vice-Presidente de Gestão de Energia --CPFL): Roberto Schaeffer (professor da Coppe UFRJ); Leonardo Vieira (pesquisador do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica -- CEPEL); Fernando Alves Ximenes (cientista industrial); André Urani (economista); e Jaime Lerner (arquiteto e urbanista).


Caminhos da Energia - Episódio 10 - Perspectivas de futuro para o sistema energético do Brasil



Participam deste episódio: David Zylbersztajn (especialista em Energia); Roberto Schaeffer (prof. da Coppe UFRJ); Sérgio Besserman (prof. de Economia da PUC-RJ); Rodolfo Nardez Sirol (gerente de Meio Ambiente -- CPFL Energia); José Goldemberg (professor da USP); Nelson Hubner (diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica -- Aneel); André Urani (economista); Adriano Pires (diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura - CBIE); e Marco A. Fujihara (diretor da Key Associados).

Para tuitar: Série 'Caminhos da Energia', Canal Futura e CPFL, com Amir Klink http://bit.ly/vryZyd (via @aleportoblog)


Marcadores: Amir Klink, Canal Futura, CPFL, Energia, Eólica, Hidroeletricidade, Solar



POSTADO POR ALEXANDRE PORTO
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MÚSICA
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011 - 11:02
Os sucessos de um desconhecido Luís Antônio


Luís Antônio
Há poucos dias reunimos em casa velhos e novos amigos para um delicioso peixe assado na brasa. A maioria cantores e pessoas profissionalmente ligadas à música. Regados a um bom vinho, ficamos ouvindo e divagando sobre a música brasileira dos anos 1960 e 70, quando resolvi fazer um desafio. Comecei a tocar na #radinha trechos de alguns sucessos desse período, que todos logo começaram a cantarolar, demonstrando uma enorme intimidade com aquelas canções. Todas sucessos comerciais, que embalaram gerações. Mas quando perguntei o nome dos autores, o silêncio foi constrangedor. Não por coincidência, todas as músicas selecionadas por mim tinham a assinatura de um certo Luís Antônio. O espanto foi geral e o comentário único: "como nunca ouvimos falar nele"?

Antônio de Pádua Vieira da Costa, que por algum motivo escolheu a insossa alcunha artística de Luís Antônio, é o nome de batismo do desconhecido autor daqueles sucessos. Carioca, militar e ariano, Luís nasceu em 16 de abril de 1921 e veio a falecer na mesma cidade 75 anos depois, mais precisamente no dia 1º de dezembro de 1996. Certamente morreu esquecido, sem a reverência que sua genialidade exigiria.

Compositor desde os 14 anos, estudou em colégios militares do Rio. Seguindo a carreira militar, passou a escrever as músicas cantadas nas competições esportivas dos cadetes e, motivo de orgulho pessoal, o Hino da Academia Militar de Agulhas Negras (Aman). O então tenente de infantaria chegou a integrar em 1945 a Força Expedicionária Brasileira, na campanha da Itália. Um herói nacional.

Tratado pelos parceiros e cantores da época como Coronel, patente que chegou a alcançar, o rubro-negro Luis Antônio é citado pelo menos uma vez por Stanislaw Ponte Preta em 'Tia Zulmira e Eu', no capítulo 'Caju Amigo do Homem', em uma referência à 'nódoa de amargar', produzida pela suculenta fruta tropical.

Profissionalmente começou a compor logo após a vitória aliada e sua primeira canção gravada foi 'Somos Dois', parceria com Klecius Caldas e Armando Cavalcanti, interpretada pelo elegante pianista e cantor Dick Farney. No áudio abaixo, temos a versão de Dick e Claudette Soares, no álbum 'O Amor em Paz', coletânea com gravações de 1976.





Em 1951, veio seu primeiro sucesso, o samba carnavalesco 'Sapato de Pobre', em parceria com o colega de farda Jota 'Candeias' Júnior, gravado por Marlene. No Carnaval seguinte, Luís consolidaria seu prestígio no meio artístico com a marcha 'Sassaricando' em nova parceria com Jota Júnior, agora também com Oldemar Magalhães, e gravada pela vedete Virgínia Lanes. Foi sucesso até no filme 'Tudo Azul', de Moacyr Fenelon, estrelado por Marlene e Luiz Delfino.





O reconhecimento nacional se consolidou, no entanto, com o samba 'Lata D'água' (também com Jota Júnior), possivelmente o maior sucesso da carreira de Marlene. Preferência nacional até hoje nos bailes de carnaval, contou na época com arranjo do maestro Radamés Gnattali e foi outra canção encenada no musical 'Tudo Azul'.





Logo depois veio clássico 'Barracão', nova parceria com Oldemar Magalhães, gravada pela bela e talentosa Heleninha Costa. Este samba ganharia 15 anos mais tarde uma versão definitiva na voz de Elizeth Cardoso, acompanhada de Jacob do Bandolim e do Grupo Época de Ouro, num show no teatro João Caetano. Idealizado por Ricardo Cravo Albin e dirigido por Hermínio Bello de Carvalho, o show, logo depois transformado em LP, teve como objetivo levantar fundos para o Museu da Imagem e do Som no Rio.





Já o sucesso de Marlene no Carnaval de 1953, parceria de Luís Antônio com Brasinha, 'Zé Marmita', é um samba que narra o drama social dos operários 'pingentes' dos trens da Central, que viajavam pendurados para fora dos vagões. Atual, não? O repertório demonstrava de forma inequívoca sua preocupação com temas sociais, ao retratar com maestria a vida sofrida dos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro.

Já conquistando a preferência de outros intérpretes, ainda em 1953, Ademilde Fonseca gravou "Se Deus quiser", Jamelão lançou "Bica nova", parceria com D. Palma, e Elizeth o samba "Subúrbio". Em 1956, Risadinha emplacou "Esquina da Vida" e Dora Lopes o samba canção "Tanto faz", ambos de sua parceria com Ari Monteiro. Depois de "Patinete no Morro" em 1954, Marlene ainda gravaria com grande sucesso em seu LP "Explosiva" de 1958, "Apito no Samba", uma parceria de Luís Antônio com Luiz Bandeira. Wilson Simonal gravaria sua própria versão em 1965, no disco 'S'imbora'.







Se você estiver perguntando aos seus botões, "então essas músicas são dele (?)", não se preocupe, pois isso já aconteceu e acontecerá com as melhores famílias. Nesta primeira fase da carreira de nosso mais novo compositor preferido, Marlene foi de fato sua principal intérprete e incentivadora.

Sambalanço

Junto com a Bossa Nova, no fim dos anos 1950, nascia nos 'nightclubs' da então borbulhante capital federal, palco de todas as novidades artísticas, o 'sambalanço' ou samba de balanço, que sem chegar a constituir-se num movimento, introduziu o 'teleco-teco' (como se dizia na época) ao velho samba produzido nas rádios e bailes de carnaval. Foi a bem vinda 'influência do Jazz', como diria Carlos Lyra mais tarde. Entre as muitas estrelas, podemos citar Ed Lincoln, Elza Soares e Miltinho (egresso do grupo vocal Namorados da Lua). E foi justamente Miltinho que, nessa nova fase da carreira de Luís Antônio, tomaria o lugar antes reservado a Marlene.

Foi a época de canções como "Menina Moça", "Mulher de Trinta", "Poema do Adeus", "Poema das Mãos" e, em parceria com o grande Djalma Ferreira, "Recado", "Lamento", "Devaneio", "Cheiro de Saudade" e outros, todas lançadas pelo Miltinho, e regravadas logo a seguir por diversos intérpretes, como Helena de Lima, Dóris Monteiro, Cauby Peixoto, Maysa, Elizeth Cardoso e muitos outros expoentes da música popular brasileira de então.







Outros sucessos da época, mas menos lembrados hoje em dia, foram "O Engraxate" (interpretada pelo palhaço Carequinha) "Eu e o Rio" (Lana Bittencourt, Miltinho e Elza Soares), "Luz de Vela" (Helena de Lima), "Quero Morrer no Carnaval" (Linda Batista), "Bloco de Sujo" (As Gatas) e "Levanta Mangueira" (Zezinho). Seu último sucesso, poderia dizer-se que para fechar com chave de ouro, foi o samba 'Eu Bebo Sim', parceria com João do Violão e gravado por Elizeth, em 1973.





Achou pouco ou tá bom?

Será que ainda chegará o dia em que Luís Antônio será devidamente reconhecido pela sua abrangente obra, impregnada na história da música popular brasileira? De seus intérpretes favoritos, Miltinho é um dos poucos ainda vivo para falar sobre sua trajetória, seu modo de vida. Pouco se sabe até sobre sua forma de compor, se mais letrista ou mais melodista, que instrumentos tocava. Quem sabe se o carioca Antônio de Pádua Vieira da Costa tivesse escolhido um nome artístico um pouco mais imponente e fosse menos reservado, hoje seria, não lembrado como um personagem periférico, mas como um ícone da MPB. Talento, como podemos ouvir, nunca lhe faltou.

PS. Meus sinceros agradecimentos ao jornalista catarinense gaúcho Nei Duclós e ao dicionário Cravo Albim, que me ajudaram nessa prazerosa viagem pela memória musical. Nota. O Nei, me honrando com a visita, registra que é gaúcho radicado em Santa Catarina.

Ouça estes e muitos outros sucessos de Luís Antônio na #radinha. http://www.radinha.com.br/luisantonio/


Para tuitar: 'Os sucessos de um desconhecido Luís Antônio'. bit.ly/teX5ir (via @aleportoblog)


Marcadores: Elizeth Cardoso, Luís Antônio, Marlene, Miltinho



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MEIO AMBIENTE
Terça-feira, 06 de Dezembro de 2011 - 17:22
Desmatamento na Amazônia cai 11% e atinge menor taxa em 24 anos


Dados do Prodes, INPE


Agência Brasil - Entre agosto de 2010 e julho de 2011, a Amazônia perdeu 6.238 quilômetros quadrados (km²) de floresta. É a menor taxa anual de desmate registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde o início do levantamento, em 1988.

O número é calculado pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que utiliza satélites para observação das áreas que sofreram desmatamento total, o chamando corte raso.

A taxa de 2011 é 11% menor que a devastação registrada pelo Inpe em 2010, de 7 mil km². Apesar da queda, a área desmatada na Amazônia Legal em um ano ainda é maior que o Distrito Federal ou quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

De acordo com o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, quase todos os estados da Amazônia registraram queda no desmatamento entre 2010 e 2011. Apenas em Mato Grosso e Rondônia os satélites verificaram aumento das derrubadas. Mato Grosso desmatou 1.126 km² no período, aumento de 20% em relação a 2010. Em Rondônia, o Inpe registrou 869 km² de novos desmates em um ano, área o dobro da desmatada no período anterior.

No Pará, houve queda de 15% em relação a 2010, mas o estado ainda lidera o ranking anual de desmatamento, com 2.870 km² de florestas a menos entre agosto de 2010 e julho de 2011.

O governo atribui à queda do desmatamento anual às ações de fiscalização e combate, reforçadas a partir de abril, quando o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), também do Inpe, mostrou aumento significativo do desmatamento, principalmente em Mato Grosso e Rondônia.

"Os alertas do Deter desencadearam operações significativas que reduziram muito a incidência do desmatamento em Mato Grosso. Por causa dessa ação, verificamos que o desmatamento que em abril tinha indícios de que iria crescer, manteve-se por mais um ano em queda", avaliou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, somente em Mato Grosso, as operações resultaram no embargo de 38,5 mil hectares de áreas desmatadas irregularmente. Em toda a Amazônia Legal, o número chega a 79 mil hectares embargados, além de 8 mil autos de infração aplicados, 350 caminhões apreendidos e 42 mil metros cúbicos de madeira em tora apreendidos.

Regeneração e balanço de carbono

Segundo o INPE com desmatamento na casa dos 6.000km2/ano e regeneração de 21% da área já suprimida, já há um equilíbrio entre a emissão e a absorção de carbono na Amazônia. O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, acredita que seja possível transformar a Amazônia numa área que consome carbono a partir de 2015.

Deve fazer uns 15 anos a primeira vez que pedi aos meus botões para ele medir a área em regeneração na região. Detalhe, desde então passei a só usar camisetas.


Para tuitar

Marcadores: Amazônia, Desmatamento, INPE, Prodes



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POLÍTICA E ECONOMIA
Terça-feira, 08 de Novembro de 2011 - 22:35
Pronunciamento de Dilma sobre os programas 'Melhor em Casa' e 'SOS Emergências'


Com informações do Blog do Planalto - Em pronunciamento transmitido hoje (8) em rede nacional de rádio e televisão, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que os programas Melhor em Casa e SOS Emergências representam uma nova atitude do governo federal, estados e municípios em favor de uma saúde pública de mais qualidade no Brasil. Ao propor um pacto republicano para melhorar a gestão e qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), a presidenta afirmou que, da parte do governo federal, essa parceria significa uma lição de humildade e coragem.

"Humildade para reconhecer que a situação da saúde pública não está boa e precisa melhorar. Coragem, porque estamos atraindo para nós a responsabilidade de liderar esse processo", disse a presidenta.




Segundo ela, os dois programas são importantes e de implantação complexa, que demanda tempo, dedicação e recursos. O Melhor em Casa, explicou Dilma Rousseff no pronunciamento, vai ampliar o atendimento domiciliar às pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica, por exemplo. Elas terão assistência multiprofissional gratuita em seus lares, com cuidados mais próximos da família.

Já o SOS Emergências prevê medidas para melhorar a gestão e o atendimento nas emergências de 11 grandes hospitais do SUS, mas a meta é alcançar, até 2014, os prontos-socorros de 40 hospitais.

"Não vão resolver da noite para o dia todos os problemas do atendimento médico, mas irão contribuir para dar um tratamento mais digno e mais humano aos usuários da rede pública de saúde."


A presidenta Dilma acrescentou ainda que, por meio do SOS Emergências, o governo pretende intervir de forma gradativa, porém decisiva onde muitos governos evitam assumir a responsabilidade direta: a emergência dos grandes hospitais públicos.

"Já ouvi de algumas pessoas que seria como enxugar gelo, pois se trata um esforço de 24 horas por dia que pode ser prejudicado por um único erro. Para nós é mesmo necessário um esforço de 24 horas e cada erro será mais um motivo de superação", disse. "A orientação clara é fazer mais com o que temos e não ficarmos de braços cruzados esperando que os recursos caiam do céu."

Pronunciamento histórico, corajoso na forma e no conteúdo. Para guardar e cobrar depois.


Marcadores: Dilma Rousseff, Melhor em Casa, , Saúde, SOS Emergências



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MEIO AMBIENTE
Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011 - 16:39
Registrado em 2011 o menor desmatamento da Amazônia para o mês de setembro


Como o calendário da medição do INPE para o Prodes vai de Agosto a Julho, podemos dizer que nos dois primeiros meses do ano calendário 2011/12, o desmatamento caiu de 712 km² para 418km², uma queda de 42% frente ao mesmo período anterior.

O Globo Online - O desmatamento na Amazônia em setembro deste ano caiu 43% em relação a setembro de 2010, passando de 448km² para 254 km². Esse foi o menor desmatamento já registrado no mês de setembro desde que começaram em 1994 as medições do sistema Deter - fiscalização mensal feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).




De janeiro a setembro deste ano, o desmatamento da floresta ficou praticamente igual ao registrado no mesmo período no ano passado, sofrendo uma redução de 1,5%. Neste período, o Mato Grosso destoou dos demais estados amazônicos, registrando um aumento de 72% no desmatamento. Os dados foram medidos pelo Inpe e divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Meio Ambiente.

"Temos uma boa notícia, de que depois do menor agosto da história, temos o menor setembro da história", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ela afirmou ainda que, embora com o início do período chuvoso na região as operações de combate ao desmatamento na região normalmente esmoreçam, este ano será diferente.

"Está mantida a fiscalização do Ibama na Amazônia, inclusive no período de chuva. Não há desmobilização. Estamos com força total", reafirmou a ministra, informando que há 25 equipes do Ibama na floresta neste momento. O recado da ministra é uma resposta à aprovação na semana passada de projeto de lei no Congresso retirando do Ibama a competência exclusiva para multar crimes ambientais.

O ministério também fez nesta segunda-feira uma avaliação do desmatamento ocorrido em unidades de conservação federais. De acordo com os dados do Prodes, monitoramento por satélite feito anualmente pelo Inpe, a taxa de desmatamento nas áreas protegidas caiu de 94,7 mil hectares em 2003 para 13,3 mil hectares em 2010.

Para twittar: Desmatamento na Amazônia cai 42%. http://bit.ly/uR1IVX (via @aleportoblog)


Marcadores: Amazônia, Desmatamento, Deter, Ibama, Inpe, Izabella Teixeira



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RAPIDINHAS
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011 - 14:07
Eu sou o espetáculo - José Vasconcelos





José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto (Rio Branco, 20 de março de 1926 - São Paulo, 11 de outubro de 2011).






Marcadores: Chico Anísio, José Vasconcelos



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ESPORTES
Sábado, 24 de Setembro de 2011 - 00:16
Brasil 3 X 1 Tchecoslováquia, final da Copa de 1962





Marcadores: Amarildo, Garrincha, Zagallo



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ESPORTES
Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011 - 10:02
Suécia X Brasil - Final da Copa de 1958, documento histórico.




Chama a atenção a qualidade das imagens e o tempo em que esse documento ficou 'escondido' de todos nós. Como boleiro, não posso negar minha emoção assistindo essas imagens. No momento em que publico esse vídeo, ainda não havia assistido todos os 90 minutos, por isso comentarei a partida em outra oportunidade. O que dá para notar de cara é que o jogo se desenvolve com muito mais rapidez do que a lenda do 'futebol cadenciado' nos fez crer. É um jogo muito dinâmico, sem grandes amarrações táticas.

Não dá para deixar de destacar a educação do público que assiste a partida num estádio sem grade, como hoje a gente só vê na Inglaterra e mediante a leis que preveem punições muito severas para quem invadir o gramado ou provocar alguma confusão.





Para twittar: Brasil 5 x 2 Suécia - Final da Copa de 1958 na íntegra, um documento histórico. bit.ly/p2JdIn (via @aleportoblog)


Marcadores: Didi, Garrincha, Pelé, Vavá



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MÚSICA
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011 - 03:45
Só o samba venceu nesse duelo


Em 1956 a gravadora Odeon homenageou o carioca Noel Rosa (1910-1937) e o campista Wilson Batista (1913-1968) convidando dois grandes intérpretes da época, Francisco Egydio e Roberto Paiva, para juntos gravarem os sambas do famoso 'duelo' entre os dois compositores. As faixas foram intercaladas como se um tivesse realmente respondendo ao outro. Masis do que um resgate, o disco apresentou ao grande público da década de 1950 sambas que não haviam sido gravados anteriormente, conhecidos que eram apenas de um restrito grupo de frequentadores dos bares da Lapa.

Noel Rosa e Wilson Batista: uma rivalidade que injetou criatividade e talento no samba
Os arranjos obedeceram os padrões da época, e o disco trouxe na capa um belo trabalho de Antonio Nássara, um dos maiores caricaturistas brasileiros, que atuava também como compositor.

Desde os tempos de Sinhô e Pixinguinha, como já dizia o pesquisador Luiz Américo Lisboa Junior, as "desavenças entre compositores de música popular sempre ocorreram, resultando em grandes contribuições para a nossa arte maior". Em alguns casos travada apenas no tabuleiro musical, em outras, artificiais incentivadas pelos aparelhos de propaganda radiofônica, como Emilinha e Marlene por exemplo. Travado nos bares e botiquins do Rio de Janeiro, o duelo entre o Noel e Wilson foi, apesar de curto - durou menos de três anos -, de fato um dos mais folclóricos e produtivos. O samba foi o grande vencedor.

Ainda segundo Lisboa Junior, esses sambas de Noel fizeram muito sucesso, embora a maioria das pessoas não soubesse que eles foram escritos no meio de uma briga. Ao contrário, os do 'adversário' ficaram "relegados aos jornais de modinhas (que traziam as letras dos novos sambas), já que não foram gravados na época". Exceto, é claro, 'Lenço no Pescoço', que deu início à polêmica.


Ouça na #radinha o álbum 'Polêmica', com Francisco Egydio e Roberto Paiva.


Quando o entrevero começou, em 1933, Noel já era um compositor conhecido, frequentador da Lapa e com o nome feito no meio radiofônico. Para muitos, essa história caiu como uma luva para o ainda desconhecido compositor, que só tinha admiradores nos botequins do Rio antigo. 'Candidato a malandro' e disposto a qualquer coisa para aparecer, nada como trocar 'gentilezas' com um colega famoso.

'Lenço no pescoço', trazia em seus versos uma espécie de apologia da malandragem. Interpretado por Silvio Caldas, cantor já reconhecido após o sucesso de 'Faceira' de Ary Barroso, o samba foi um sucesso.


Lenço no Pescoço (1933)
Wilson Batista

Meu chapéu do lado, tamanco arrastando
Lenço no pescoço, navalha no bolso
Eu passo gingando, provoco e desafio
Eu tenho orgulho em ser tão vadio

Meu chapéu do lado...
Sei que eles falam deste meu proceder
Eu vejo quem trabalha andar no miserê
Eu sou vadio porque tive inclinação
Eu me lembro, era criança tirava samba-canção
Comigo não, eu quero ver quem tem razão

Meu chapéu do lado...





Por que o famoso Noel teria se importado tanto com a música de um iniciante a ponto de dar a ela uma resposta? Existem duas respostas para essa pergunta, segundo nos conta Renato Torelli em 'Noel Rosa x Wilson Batista: a histórica polêmica do samba'.

Há quem diga que seria por influência de um amigo, chamado Orestes Barbosa. Ele teria escrito: 'num momento em que se faz a higiene poética do samba, a nova produção de Sílvio Caldas, pregando o crime por música, não tem perdão'. Mais tarde, a música seria censurada pela Confederação Brasileira de Radiofusão, em nome da moralidade e do respeito às autoridades constituídas.

Mas e Noel? O que ele teria contra a figura do malandro? Na verdade, Noel tinha simpatia por ela, que estava presente em muitas de suas músicas. Apenas a influência de Orestes Barbosa talvez não justificasse sua resposta.

Aí é que entra uma versão mais apimentada da história. Wilson Batista havia se engraçado com uma morena, frequentadora da Lapa e que também teria atraído a atenção de Noel Rosa. Só que os argumentos de Wilson foram mais fortes, e ele ficou com a moça, deixando Noel desapontado e ansioso para revidar na primeira oportunidade. A letra de 'Lenço no Pescoço' era a desculpa que Noel precisava para dar uma lição no moleque atrevido. E com a arma que o poeta melhor sabia manejar: o samba. Assim, Noel compôs 'Rapaz Folgado', com endereço certo ao seu rival

Já para Paulo Pestana, "a resposta [em 'Rapaz Folgado'] não deixava dúvida quanto as intenções de Noel, que se sentiu incomodado ao ver mais uma vez a palavra malandro ser usada como sinônimo de sambista."


Rapaz Folgado (1933)
Noel Rosa

Deixa de arrastar o teu tamanco...
Pois tamanco nunca foi sandália
E tira do pescoço o lenço branco,
Compra sapato e gravata,
Joga fora essa navalha que te atrapalha.

Com chapéu do lado deste rata...
Da polícia quero que escapes
Fazendo samba-canção,
(Eu) Já te dei papel e lápis
Arranja um amor e um violão.

Malandro é palavra derrotista...
Que só serve pra tirar
Todo o valor do sambista.
Proponho ao povo civilizado
Não te chamar de malandro
E sim de rapaz folgado.





O samba só seria gravado em 1938, por Aracy de Almeida, mas na noite carioca todos sabiam que a alfinetada era para Wilson, que não engolia provocações. Como gosta sempre de destacar Renato Torelli, "Brigar com Noel era uma excelente chance para ficar famoso". E a resposta veio com 'Mocinho da Vila', em que faz uma dura crítica ao bairro de Vila Isabel. Para muitos historiadores, seu erro foi ter tocado no nome da maior paixão de Noel, a Vila.


Mocinho da Vila (1934)
Wilson Batista

Você, que é mocinho da Vila,
Fala muito em violão,
Barracão e outras coisas mais.
Se não quiser perder o nome,
Cuide do seu microfone,
E deixe quem é malandro em paz.
Injusto é seu comentário,
Fala de malandro quem é otário,
Mas falando não se faz.
Eu, de lenço no pescoço,
Desacato e também tenho o meu cartaz





Alguns argumentam, no entanto que considerada fraca na letra e na melodia, a criação de Wilson foi ignorada por Noel, que continuou a escrever seus sambas. Não se sabe ao certo então se 'Feitiço da Vila', em parceria com o pianista Vadico, foi uma resposta a 'Mocinho da Vila' ou um samba sem nenhuma relação com o duelo musical.


Feitiço da Vila (1934)
Noel Rosa e Vadico

Quem nasce lá na Vila nem sequer vacila
EM abraçar o samba
Que faz dançar os galhos do arvoredo
E faz a lua nascer mais cedo!

Lá em Vila Isabel, quem é bacharel
Não tem medo de bamba
São Paulo dá café, Minas dá leite
E a Vila Isabel dá samba!

A Vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém que nos faz bem...
Tendo nome de Princesa
Transformou o samba
Num feitiço decente que prende a gente...

O sol da Vila é triste, samba não assiste
Porque a gente implora:
Sol, pelo amor de Deus,
Não venha agora que as morenas vão logo embora!

Eu sei por onde passo, sei por onde faço
Paixão não me aniquila...
Mas tenho que dizer:
Modéstia à parte, meus senhores, eu sou da Vila!




Nesta exaltação ao bairro de Vila Isabel, podemos sentir claramente a boemia, tão presente na vida de Noel Rosa e responsável pelo agravamento de sua doença (tuberculose). Na canção, Noel implorava para que o sol não nascesse, pois a roda de samba terminaria e as mulheres iriam para casa. Vale destacar também a beleza da imagem de galhos balançando ao som do samba. Outra referência interessante é feita à política do café com leite de São Paulo e Minas Gerais. Apesar de a política ter se encerrado em 1930, ela ainda estava bastante presente na memória das pessoas. (Renato Torelli)

Mas foram novos versos para 'Feitiço da Vila' que alimentaram o duelo. Escreveu Noel:

Quem nasce pra sambar
Chora pra mamar
Em ritmo de samba.
Eu já saí de casa olhando a lua
E até hoje estou na rua.
A zona mais tranquila
É a nossa Vila
O berço dos folgados;
Não há um cadeado no portão
Porque na Vila não há ladrão.

O fato é que Wilson Batista parece ter sentido o golpe com o sucesso do samba 'Exaltação à Vila', e tratou de retrucar com 'Conversa Fiada', desmentindo Noel. O samba tenta mostrar que a má fama da Vila de atrair ladrões, não havia passado.


Conversa Fiada (1935)
Wilson Batista

É conversa fiada
Dizerem que o samba na Vila tem feitiço.
Eu fui ver pra crer e não vi nada disso.
A Vila é tranquila, porém é preciso cuidado:
Antes de irem dormir, dêem duas voltas no cadeado.

Eu fui lá na Vila ver o arvoredo se mexer
E conhecer o berço dos folgados.
A lua nessa noite demorou tanto,
Assassinaram-me um samba.
Veio daí o meu pranto.





Noel não podia ignorar a nova canção, que já desenhava o grande sambista que Wilson Batista seria. A música era indiscutivelmente bem feita, e o bairro de Vila Isabel tinha sido debochadamente atacado. A resposta de Noel em 'Palpite Infeliz' - gravada também por Aracy de Almeida - defende a Vila com elegância e quando cita os bairros vizinhos - Estácio de Sá, Salgueiro, Mangueira, Oswaldo Cruz e Matriz- propõe uma confraternização do samba, isolando o belicismo de Wilson.


Palpite Infeliz (1935)
Noel Rosa

Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do céu, que palpite infeliz!
Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira, Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila não quer abafar ninguém,
Só quer mostrar que faz samba também.

Fazer poema lá na Vila é um brinquedo,
Ao som do samba dança até o arvoredo.
Eu já chamei você pra ver, Você não viu porque não quis
Quem é você que não sabe o que diz?

A Vila é uma cidade independente
Que tira samba mas não quer tirar patente.
Pra que ligar a quem não sabe aonde tem o seu nariz?
Quem é você que não sabe o que diz?





Diante de tal resposta, Wilson Batista perdeu as estribeiras e fez então um samba denominado 'Frankstein da Vila' que falava do defeito físico de Noel, que tinha o maxilar inferior atrofiado, causado por um acidente na hora do parto. Nenhum intérprete aceitou gravar uma letra tão agressiva, mas nas rádios foi defendida pelo conjunto 'Os Quatro Diabos'. Anos mais tarde, afirma Paulo Pestana, ele confessaria ao cartunista Nássara que se arrependera de ter atacado o complexo de feiúra de Noel. De fato, o compositor da Vila tinha vergonha da marca que trazia no rosto, evitava comer em público por causa do defeito e só relaxava bebendo ou compondo.

Algumas testemunhas afirmam que Noel não deu importância ao samba, achando até graça do deboche. Outros garantem que a história não foi bem assim. Cícero Nunes, companheiro de muitas cervejadas, jura ter visto Noel chorar ao tocar no assunto.

Para Paulo Pestana e José Adriano Fenerick, em 'João Ninguém' Noel pretendeu ser demolidor na resposta, mas Luiz Américo Lisboa Junior afirma que o samba é erroneamente atribuído a uma referencia a Wilson Batista. O certo é que ajudou a alimentar o folclore sobre o duelo.


João Ninguém
Noel Rosa

João Ninguém
Que não é velho nem moço
Come bastante no almoço
Pra se esquecer do jantar...
Num vão de escada fez a sua moradia
Sem pensar na gritaria que vem do primeiro andar

João Ninguém não trabalha um só minuto
E vive sem ter vintém
E anda a fumar charuto
Esse João nunca se expôs ao perigo
Nunca teve um inimigo
Nunca teve opinião

João Ninguém
Não tem ideal na vida, além de casa e comida
Tem seus amores também
E muita gente que ostenta luxo e vaidade
Não goza a felicidade
Que goza João Ninguém!





Ainda no mesmo ano, Wilson escreveu 'Terra de Cego' e cantou o samba para Noel no Café Leitão. O tiro era tão violento - tentava desqualificar Noel como sambista – que acabou tendo o efeito oposto.


Terra de Cego (1936)
Wilson Batista

Perde a mania de bamba
Todos sabem qual é
O teu diploma no samba.
És o abafa da Vila, eu bem sei,
Mas na terra de cego
Quem tem um olho é rei.
Pra não terminar a discussão
Não deves apelar
Para um barulho na mão.
Em versos podes bem desabafar
Pois não fica bonito
Um bacharel brigar.





Noel, que havia gostado da melodia de 'Terra de cego', político, sugeriu botar outra letra e daí saiu a única parceria dos dois, 'Deixa de ser convencida'. Fizeram então as pazes, fechando com chave de ouro esta grande polêmica musical. Como Wilson também havia andado de namoro com a dançarina de cabaré Ceci - uma antiga paixão de Noel Rosa -, a nova letra foi dedicada a ela.


Deixa de Ser Convencida (1936)
Noel Rosa e Wilson Batista

Deixa de ser convencida
Todos sabem qual é teu velho modo de vida.
És uma perfeita artista, eu bem sei,
Também fui do trapézio,
Até salto mortal no arame eu já dei.

E no picadeiro desta vida serei o domador
Serás a fera abatida.
Conheço muito bem acrobacia
Por isso não faço fé
Em amor, em amor de parceria.
(Muita medalha eu ganhei!)





Noel morreria poucos meses depois, em maio de 1937, aparentemente sem guardar maiores ressentimento. Apesar de ter sido um empurrão na carreira de Wilon Batista, o duelo não foi a única a causa de seu sucesso. O compositor também fez alguns sambas com menções a Noel Rosa. Entre eles, podemos citar 'Quero um Samba' e 'Terra Boa'.


Quero Um Samba
Wilson Batista e Waldemar Gomes

Diga para o dono do baile
Que nós queremos sambar
A noite inteira sem tocar um samba
Nem parece que estamos no Rio,
A terra de Sinhô e o berço de Noel...





Terra Boa
Wilson Batista e Ataulpho Alves

Terra de Santos Dumont
Carlos Gomes, Ruy Barbosa,
Grande Duque de Caxias,
Castro Alves, Noel Rosa...






Fonte: Paulo Pestana, Renato Torelli, Sérgio Cabral e Luiz Américo Lisboa Junior


Ouça na #radinha o álbum 'Polêmica', com Francisco Egydio e Roberto Paiva.


Para twittar: Noel Rosa e Wilson Batista - Só o samba venceu nesse duelo. http://bit.ly/piL5Cg #eblog (via @aleportoblog)


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MÚSICA
Sábado, 17 de Setembro de 2011 - 13:45
Vange Leonel e a banda NAU, ao vivo


Apresentação do Nau no programa Boca Livre, do Kid Vinil, da Tv Cultura, no fim dos anos 1980. Com aquelas carinhas de bons moços, a banda é 'phodástica', como disse há pouco no twitter a própria vocalista Vange Leonel. Zique na Guitarra, Beto Birger no baixo e Mauro Ted na bateria.







Mais do NAU?

Aqui segundo LP da banda paulista acabou ficando inédito por divergências com a CBS, que se recusou a lançar o trabalho. 'Mas a nossa demo-tape taí, preservada, com a íntegra daquilo que seria o segundo LP no NAU', diz Vange Leonel. A NAU havia acabado de trocar o baterista Mauro Sanchez por Kuky Stolarski.





Aqui o disco de 1986






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MEIO AMBIENTE
Sábado, 10 de Setembro de 2011 - 17:12
DETER: Desmatamento na Amazônia cai em julho, mas 2011 supera 2010


Com informações do UOL e INPE - A taxa de desmatamento na Amazônia caiu 28% em julho em comparação com junho. Os dados foram divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Segundo o sistema Deter, que enxerga o desmatamento em tempo real com o uso de imagens de satélite, foram perdidos 225 km2 de floresta na região no mês passado, contra 312 km2 em junho. Em comparação com julho do ano passado, a queda foi de 50%.

Mesmo assim, o Deter indica que o desmatamento no ano de 2011 (medido de agosto de 2010 a julho deste ano) foi maior que o do ano passado. Em 2010 a Amazônia registrou a taxa de devastação mais baixa já medida pelo Prodes, o sistema do Inpe que dá as cifras oficiais do corte da floresta: foram 6.400 km2 desmatados. Progetando-se o aumento detecatado pelo Deter para o sistema Prodes, a taxa anual subiria para os 7.400 km2.

De agosto de 2010 a julho de 2011, o Deter apontou 2.654 km2 desmatados na Amazônia, um crescimento de 15% em relação ao período agosto de 2009/julho de 2010 (2.295 km2). O Deter, porém, é menos preciso e não enxerga pequenos desmatamentos, que são cada vez mais frequentes na região. Por conta dessa 'miopia', ele não é usado para cálculo de área desmatada, apenas para apontar tendências e auxiliar a fiscalização.



O Pará foi o estado em que houve a maior proporção, com 93,74 km2. Na sequência, ficou Rondônia, totalizando 42,42 km2, seguido de Mato Grosso, com 51,43 km2. Entre os munícipios, a ocupação dos primeiros lugares na devastação foi de Porto Velho, RO; Itaituba e Altamira, PA e Juina, MT.

Em abril, quando o debate sobre o Código Florestal começou a pegar fogo no Congresso, a devastação medida pelo Deter cresceu mais de 300% em relação ao mês anterior (e 835% em relação a abril do ano passado), o que levou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a convocar uma espécie de 'gabinete de crise'.

Segundo o governo, expectativas do setor produtivo em relação à anistia a desmatadores prevista no projeto então em discussão na Câmara dos Deputados, somados ao mercado de commodities agrícolas aquecido e a uma lei de zoneamento complacente em Mato Grosso, foram culpados pela escalada.



O Ibama suspendeu todas as suas operações de fiscalização no restante do Brasil e deslocou mais de 500 agentes para reforçar a fiscalização na Amazônia.

Mas ações do próprio governo, mesmo que pontuais, também estão se mostrando corresponsáveis pelo aumento no desmate. O município mais desmatado em julho foi Porto Velho (RO), que abriga as usinas hidrelétricas do rio Madeira. O terceiro município mais desmatado foi Altamira (PA), onde será construída a usina de Belo Monte, no rio Xingu.

Para twittar: DETER-INPE: Desmatamento na Amazônia cai em julho, mas 2011 supera 2010. bit.ly/qgcm9O (via @aleportoblog)


Marcadores: Amazônia, Belo Monte, Desmatamento, Deter, Ibama, INPE, Prodes



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POLÍTICA E ECONOMIA
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011 - 23:19
José Pimentel discursa sobre os significados e interesses da 'Faxina ética'


Durante a série de pronunciamentos desta segunda-feira (15/8) em apoio a medidas anticorrupção do governo de Dilma Rousseff, o senador José Pimentel (PT-CE) defendeu o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais como um dos meios para combater a corrupção. Elaborado pela subcomissão criada para tratar da Reforma Política, o PLS 268/2011, que estabelece o financiamento público exclusivo nas campanhas, deve ser analisado na quarta-feira (17/8), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

"O grave problema, hoje, do processo de corrupção do Brasil está vinculado a financiamento de campanha. Se não fizermos esse debate, estaremos faltando com a verdade com o povo brasileiro”, declarou o senador Pimentel.

Pimentel é autor de voto em separado ao relatório do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). O relator, contrário ao financiamento público exclusivo, defende a rejeição do projeto.





Governo Lula

Para José Pimentel, o combate à corrupção já havia ganhado força no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o aumento no efetivo da Polícia Federal, no número de varas da Justiça Federal em todo o Brasil e no trabalho efetivo do Ministério Público Federal, além da mudança de status da Controladoria Geral da União.

O senador também citou programas do governo como o Luz para Todos e o Bolsa Família - que, na sua opinião, contribuíram para reduzir a captação de votos em troca de energia elétrica e cestas básicas - e citou o projeto de lei 6.616/2009, enviado à Câmara pelo presidente Lula, que torna hediondos crimes como peculato, corrupção passiva e corrupção ativa.

"Esse projeto está na Câmara desde dezembro de 2009 e não andou em nenhuma comissão até hoje”, lamentou José Pimentel.

Pimentel, que foi ministro da Previdência Social durante o governo Lula, também mencionou os anos em que foi deputado federal de oposição, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), quando apresentou representações a órgãos como a Sudam e a Sudene, após denúncias de irregularidades. Segundo Pimentel, a extinção dos órgãos, em 2001, ocorreu para que não houvesse investigação. O senador criticou a falta de ação do Ministério Público em governos passados.

"Tínhamos o engavetador-geral da República, que não movia uma ação”, ironizou, referindo-se ao apelido cunhado pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) ao então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, nomeado durante o governo FHC.

Jânio Quadros

Ao afirmar que a história "só se repete como tragédia ou como farsa", Pimentel lembrou os colegas de outro movimento com caráter de "faxina", realizado por Jânio Quadros no início dos anos 60. Apenas sete meses depois de se eleger com a promessa de "varrer" a corrupção, Jânio Quadros renunciou, em 1961, mergulhou o país em uma crise política que culminou com o golpe de 1964 e a instalação de uma ditadura no país.

"Aqui, sei que não tem nada disso, o objetivo é outro. Exatamente por isso, temos a clareza de que a melhor forma de enfrentar a corrupção no Brasil é fortalecer as nossas instituições”, recomendou o senador Pimentel.

Recomento também, 'A arapuca da 'faxina', de Leonardo Attuch, que diz: 'Faxinas' pautadas pela hipocrisia não levarão a lugar algum.

Para twittar: José Pimentel discursa sobre os significados e interesses da 'Faxina ética'. http://bit.ly/npcStw #eblog (via @aleportoblog)


Marcadores: Jânio Quadros, José Pimentel, Ministério Público, Udenismo



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MEIO AMBIENTE
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011 - 01:17
Belo Monte: Os fatos sobre a vazão reduzida na Volta Grande


Hoje tive acesso a um panfleto do movimento XinguVivo carregado de inverdades sobre Belo Monte. Algumas primárias, como uma suposta ineficiência do ponto de vista energético à inviabilidade econômica do projeto. Mas resolvi criar esse post respondendo a um ponto específico. Diz o panfleto que, "Cerca de 100 km de rio secarão, deixando indígenas, ribeirinhos e agricultores sem pesca e navegabilidade, mas com muita malária, dengue e outras doenças".

Ele se refere à Volta Grande do rio Xingu, trecho do rio à vazante da primeira barragem, do Sítio Pimental (A). Como se pode ver na imagem abaixo, dessa barragem sai o canal (o projeto foi modificado, não serão mais dois canais, como mostra a imagem) para a barragem da Casa de Força Principal (B). Fiz questão de copiar essa parte do EIA Rima para que não permaneçam dúvidas de que esse impacto ambiental, nunca negado, está sendo enfrentado com soluções que não permitirão que o rio 'seque', que sequer inviabilze a vida sócio-econômica dos habitantes locais.


Os críticos fazem questão de ignorar o que está sendo viabilizado para mitigar os efeitos negativos do projeto e os valores que serão investidos nessas e em outras ações, mais de R$ 3,7 bilhões, valor que representa muitos anos dos orçamentos de todas as cidades afetadas por Belo Monte.



Texto retirado do EIA-RIMA da Usina de Belo Monte - Você já sabe que durante a operação do AHE Belo Monte o trecho do rio Xingu entre a barragem do Sítio Pimental (A) e a casa de força principal (B) sofrerá uma redução no volume de água, principalmente nos anos em que chover menos. Isto porque parte das águas do Reservatório do Xingu será desviada para geração de energia na casa de força principal.

Esse trecho do rio Xingu tem 100 km de extensão ao longo da sua calha central e conta com ambientes muito importantes para os peixes e a fauna terrestre. Cerca de mil pessoas também moram nas áreas próximas ao rio nesse trecho, em especial na Ilha da Fazenda, Ressaca e em outras localidades. As Terras Indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu também estão localizadas ali, próximas ao rio Bacajá. O EIA fez uma análise cuidadosa dos impactos que poderão ser gerados no Trecho de Vazão Reduzida devido à diminuição da quantidade de água.

Isto foi feito para se saber qual deve ser o Hidrograma Ecológico a ser liberado no rio Xingu, a partir do sítio Pimental, para diminuir os impactos negativos sobre o meio ambiente e os modos de vida da população. Veja, a seguir, quais são os principais impactos que vão ocorrer no Trecho de Vazão Reduzida e, depois, o Hidrograma Ecológico que é proposto pelo EIA.

Impacto: Interrupção da Navegação no Rio nos Períodos de Seca

O principal impacto que deve ocorrer nos períodos de seca no Trecho de Vazão Reduzida, ao se diminuir a quantidade de água nesse trecho, é prejudicar o uso do rio Xingu como meio de transporte das comunidades ribeirinhas e das comunidades indígenas que moram nas margens do rio, em especial no trecho entre o Sítio Pimental (A) e o rio Bacajá (C). Interromper ou prejudicar muito essa navegação significa impedir as pessoas de se deslocarem para locais, ao longo do Trecho de Vazão Reduzida, onde existem postos de saúde e escolas. Este é o caso da Ilha da Fazenda e da Ressaca. [...]

[...] Para garantir a navegação no Trecho de Vazão Reduzida durante o período de seca, os estudos feitos no EIA mostraram que não podem ser liberadas pelo AHE Belo Monte, neste trecho, vazões menores que 700 metros cúbicos por segundo. Caso contrário, a navegação será interrompida em várias partes do Trecho de Vazão Reduzida. (Em alguns anos mais secos essa vazão mínima já chega a 450 metros cúbicos por segundo)

Impacto: Perda de ambientes para reprodução, alimentação e abrigo de peixes e outros animais

Os estudos feitos no EIA mostram que as variações das inundações nos períodos secos e de cheias são muito importantes para permitir a reprodução, alimentação e abrigo dos peixes e de animais, como os tracajás, no Trecho de Vazão Reduzida. Mudar muito esse processo natural representa grandes prejuízos para esses animais, que utilizam os ambientes formados nas margens do rio, dos igarapés e nas ilhas – as chamadas planícies aluviais.

Diminuir a vazão no rio Xingu também causará efeitos negativos nas inundações que hoje ocorrem nos seus afluentes, principalmente nas margens do rio Bacajá (c). A entrada da água nas áreas laterais do rio Xingu e dos igarapés enriquece e torna as terras mais férteis. Quando as águas baixam, essa terra é lavada, levando para o rio substâncias que são alimentos para os peixes.

Assim, fica claro que é preciso que a quantidade de água a ser mantida no Trecho de Vazão Reduzida permita, quando ocorre a enchente no rio Xingu, que as planícies aluviais sejam molhadas ou, pelo menos, que as raízes das plantas da Floresta Aluvial sofram os efeitos da umidade. Se isto acontece, boa parte do processo de floração e frutificação continua a ocorrer e os frutos continuam a ser transportados para o rio.

Além dos peixes que dependem dos ambientes de inundação da Floresta Aluvial para continuar a se alimentar, reproduzir e se proteger, há outras espécies de peixes que estão ligadas a outro tipo de ambiente - os pedrais. Essas espécies de peixes são os acaris, os chamados peixes ornamentais.

Os estudos feitos no EIA mostram que os pedrais são inundados, na cheia do rio Xingu, com quantidades de água menores que aquelas necessárias para que comece a molhagem e a inundação das planícies aluviais. Para vazões de cerca de 4.000 metros cúbicos por segundo boa parte dos pedrais no Trecho de Vazão Reduzida já é atingida pelas águas.

Por outro lado, para que a água comece a chegar até, pelo menos, algumas ilhas e planícies aluviais, é preciso que se tenham vazões de cerca de 8.000 metros cúbicos por segundo.

Assim, foram definidos no EIA esses dois valores mínimos de vazão para se diminuir a perda de ambientes para os peixes que dependem dos pedrais (4.000 metros cúbicos por segundo) e para aqueles, além de outros animais, que dependem das planícies aluviais (8.000 metros cúbicos por segundo).

Impactos: Formação de poças, mudanças na qualidade das águas e criação de ambientes para mosquitos que transmitem doenças

Vazões no rio Xingu muito baixas, como aquelas que ocorrem nos períodos de seca, formam poças em alguns locais do Trecho de Vazão Reduzida, principalmente ao longo dos primeiros 10 quilômetros rio abaixo, a partir do Sítio Pimental, junto à margem esquerda do rio. Como já se viu antes, é nessa parte do Trecho de Vazão Reduzida que fica o núcleo de referência rural São Pedro.

As consequências negativas da formação de poças são muitas: a água fica parada, prejudicando não só a sua qualidade como também formando ambientes mais fáceis para a criação de mosquitos que transmitem doenças, como a malária.

Além disso, piorando a qualidade da água fica também mais fácil o desenvolvimento de plantas aquáticas, como as chamadas macrófitas. Portanto, não se devem manter no Trecho de Vazão Reduzida, durante todo o ano, vazões muito baixas que façam com que essas poças se tornem permanentes. Se isto ocorrer, serão vários os prejuízos à saúde da população que mora nas áreas próximas.

Impacto: Prejuízos para a pesca e para outras fontes de renda e de sustento

Tanto a população ribeirinha quanto as comunidades indígenas que moram em áreas próximas ao Trecho de Vazão Reduzida são muito dependentes da pesca, seja para alimentação, seja para venda, inclusive na cidade de Altamira. Assim, se a vazão a ser liberada no rio Xingu na época das cheias não permitir a continuidade da reprodução de espécies de peixes tanto ornamentais quanto aqueles que são para consumo, a pesca será prejudicada. Como conseqüência, há perda de renda e de fontes de sustento da população.

Além disso, se a vazão for muito reduzida, há maior facilidade, em um primeiro momento, para a captura de peixes, até porque muitos deles poderão ficar presos em poças.

O que parece, a princípio, ser positivo, ao longo do tempo se transforma em prejuízo para as comunidades. Isto porque aumentando a pesca de forma não controlada, acaba por diminuir a quantidade de peixes, e isto também causará perda de renda e de fontes de sustento para a população. Podem ocorrer também alterações na fauna terrestre, prejudicando a caça, e dificuldade de acesso a recursos extrativistas vegetais. Isto pode se refletir em comprometimento das fontes de subsistência e de renda dos índios.

O Hidrograma Ecológico Proposto no EIA

A partir do estudo dos impactos no Trecho de Vazão Reduzida, o EIA chegou à conclusão de que quando o AHE Belo Monte entrar em operação se deve garantir, nesse trecho:

• Na seca, valores mínimos de vazão que garantam a navegação; e

• Na cheia, valores mínimos de vazão que permitam, pelo menos, um mínimo de inundação das planícies e Florestas Aluviais. Além disso, é preciso manter o ritmo de subida e descida das águas, entre esses valores mínimos. Assim procurará se repetir o ciclo das águas do rio Xingu no Trecho de Vazão Reduzida, importante para garantir a continuidade dos ambientes naturais e dos animais associados a esses ambientes.

O EIA avaliou ainda que o ecossistema do Trecho de Vazão Reduzida poderá suportar, na cheia, períodos não maiores que um ano com vazões que não cheguem a inundar as planícies aluviais, mas que sempre garantam a inundação de boa parte dos pedrais. No entanto, na seca, a vazão nesse trecho do rio Xingu, em qualquer ano, deverá ser de, no mínimo, 700 metros cúbicos por segundo para garantir a navegação. Isto só não vai ocorrer em períodos mais secos do rio Xingu, em que as vazões naturais do rio já sejam menores do que 700 metros cúbicos por segundo.

Considerando que o AHE Belo Monte é um projeto estruturante para o país em função do aumento da disponibilidade e da confiabilidade de energia para o SIN, e que liberar mais água para o Trecho de Vazão Reduzida significa gerar menos energia, chegou-se ao que se chama do Hidrograma Ecológico de Consenso proposto pelo EIA.

Dados em metros cúbicos por segundo


Esse Hidrograma Ecológico de Consenso busca o equilíbrio entre a geração de energia e a liberação de vazões mínimas, para o Trecho de Vazão Reduzida, que atendam as condições consideradas no EIA como muito importantes para manter o meio ambiente e os modos de vida da população nesse trecho. Assim, o AHE Belo Monte deverá ser operado de forma que, no Trecho de Vazão Reduzida:

• Seja liberada, na seca, todos os anos, uma vazão mínima de 700 metros cúbicos por segundo. De acordo com o hidrogram proposto, as vazões mínimas entre 700 e 800 metros cúbicos ocorrerão no período de setembro a novembro.

• Seja liberada, na cheia, todos os anos, pelo menos uma vazão de 4.000 metros cúbicos por segundo; mas

• Se em um ano não passar no Trecho de Vazão Reduzida, na época da cheia, pelo menos uma vazão média mensal de 8.000 metros cúbicos por segundo, obrigatoriamente no próximo ano essa vazão média mensal de 8.000 metros cúbicos por segundo deverá ser garantida. Com isso, espera-se que as espécies que dependem da inundação das planícies aluviais sejam resistentes a uma menor vazão em um ano mais seco e que, no ano seguinte, essas espécies consigam se recuperar, se beneficiando de um maior volume de água.

• Entre esses valores mínimos de vazão na cheia e na seca, deverão ser liberadas pelo menos, em cada mês, as vazões indicadas no quadro a seguir: Não basta, no entanto, que se libere no Trecho de Vazão Reduzida o Hidrograma Ecológico proposto pelo EIA.


Alguns numeros sobre Belo Monte











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POLÍTICA E ECONOMIA
Quarta-feira, 20 de Julho de 2011 - 17:03
Hideraldo Luiz Caron, o denuncismo fácil e o silêncio do governo


O jornalista do Correio Braziliense Vinicius Sassine entrevistou o petista Hideraldo Luiz Caron, diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, que segundo a imprensa estaria com seu cargo ameaçado. Alguns pontos são interessantes e eu comento.
O que o senhor diz sobre os aditivos contratuais irregulares para obras, assinados em sua diretoria?
O foco dessa coisa toda não são os aditivos, e nem essa foi a principal preocupação expressada pela presidente naquela reunião em 24 de junho. Dezenas de obras nem sequer começaram. Apenas uma obra teve aditivo superior a 25% desde 2003: o túnel do Morro Alto no Rio Grande do Sul. A média de aditivos no Dnit é de menos de 15% por obra. Os aditivos não elevaram radicalmente o valor das obras.

Essa resposta vai ao encontro da suspeita que a 'limpeza' que a presidenta Dilma pretende fazer no Ministério dos Transportes tem menos a ver com indícios de corrupção e mais com os resultados do balanço do PAC, relativos à pasta. O governo deverá apresentá-lo brevemente. Evidentemente que qualquer indício deve ser investigado, mas devemos ter cuidado com a ideia que se tenta generalizar de que qualquer aditivo aplicado em obras públicas é sinônimo de superfaturamento ou negociata.

Os aditivos estão previstos na lei de Licitações e muitas vezes absolutamente necessários.

Convido os meus 6 leitores a lembrar de alguma obra em sua residência ou escritório que tenha terminado no prazo e no orçamento inicialmente previstos. Em se tratando de obras de infraestrutura, que duram anos, é bem razoável que o projeto inicial não preveja todos os imprevistos orçamentários, desde aumento na mão de obra, matéria prima ou mesmo condições geológicas e climáticas.
O TCU aponta aditivo que aumentou em 135% o valor da obra na BR-153 em Minas Gerais.
Não é verdade. Se eu fizesse um aditivo de 135%, estaria preso. Não lembro de cabeça do aditivo da BR-153, mas não superou os 25%. Essa obra não tem irregularidade, está concluída. A inauguração foi há um ano e meio. Não há nenhum acórdão do TCU mandando repactuar preços ou reduzir o valor contratual. No caso da rodovia do Amapá, o aditivo foi de prazo. Você quer o quê? Que a gente pare a obra porque o convênio tem 30 anos? Essa obra deve estar pronta no ano que vem. Tem uma sala do TCU no meu andar. Por que eu estaria preocupado?

Não é de hoje que venho chamando a atenção para as falhas de comunicação desse governo. Outro dia passou despercebido numa entrevista, o ministro da Controladoria Geral da União (CGU) Jorge Hage apontar diversas irregularidades no Dnit e na Valec, que foram corrigidas pelas estatais. Estamos confundindo indícios com provas? Julgando servidores antes que eles possam se defender? O governo estaria aceitando transformar uma avaliação de incompetência gerencial em uma generalizada desconfiança ética e moral? O silêncio muitas vezes é demolidor.

No caso específico dessa estrada no Amapá, a Procuradoria Federal do Dnit considerou imoral a prorrogação de um "convênio cujas obras teriam tempo certo para conclusão". Ocorre que o convênio entre o antigo Dner e o governo do Amapá para execução dessa obra foi assinado em 1976, ainda no regime militar. Alguém aqui acha razoável que os valores não sejam atualizados? Sinceramente, não consigo ver nada de imoral, assim como não posso descar completamente.

Um dos fatos levantados nessa semana dá conta que empresas de familiares de diretores do Dnit teriam vencido licitações de convênios entre estados e a estatal. Há algo de ilegal na participação de parentes em licitações? Imagino, seria desejável, que diretores do Dnit e da Valec sejam profissionais do ramo e que tenham em suas relações familiares, pessoas ligadas a empresas de construção civil. Não seria melhor verificar se as licitações foram fraudadas antes de fazer uma acusação precipitada? A quem interessa escandalizar o que pode ser mera rotina?

E será que proibir a participação de parentes de agentes públicos em licitações não afastaria profissionais competentes do serviço público?

Não se trata, como certamente dirão alguns, de defender corruptos - não conhece nenhum dos denunciados no Ministério dos Transportes -, mas de uma necessária cautela quando se lida com pessoas que precisam ter o direito a defesa.

O governo tem todo o direito de ter em seus quadros pessoas de sua confiança, mas deve tomar cuidado antes de jogar biografias na lama.

Dito tudo isso, apoio incondicionalmente a demissão de qualquer diretor indicado pelo deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP). Sua presença constante no gabinete do então ministro Alfredo Nascimento é inaceitável.

Atualização em 20/07 - Hoje em Pernambuco, onde foi anunciar verbas para estradas parcialmente destruídas pelas enchentes, o ministro Paulo Sérgio Passos concedeu entrevista.

Passos afirmou ainda que não tem "preocupação" quanto a sua conduta à frente do ministério. Sobre os aditivos em obras, Passos afirmou queé um "procedimento normal na condução de diversos projetos que estão na responsabilidade do Dnit. "O Dnit hoje tem mais de mil contratos ativos e o que eu atualmente devo aqui assinalar, é que entendo que os aditivos que foram celebrados foram feitos dentro da legalidade, foram feitos dentro daquilo que prevê a lei de licitações. Não há nenhumas transgressão do ponto de vista legal e digo isso, de uma maneira geral , porque não cabe ao ministro de Estado ficar examinando projeto a projeto, nem tão pouco aprovando e assinando aditivos", afirmou o ministro.

O ministro ainda afirmou que todos os aditivos feitos passam por uma série de trêmites antes de serem aprovados. "Não há em nenhum termo aditivo firmado não há decisão monocrática. Ela passa por uma cadeia de decisões e avaliações. E eu não tenho conhecimento de qualquer aditivo que tenha sido tratado como exceção, fora desse ritual".


Marcadores: Dnit, Transportes, Valec



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